Amanhã, 18/10, estudantes, educadoras e educadores de todo o Brasil vão ocupar as ruas em defesa da educação pública e contra os cortes orçamentários promovidos pelo governo Bolsonaro. O Dia Nacional de Luta foi convocado pelo Sinasefe, Andes-SN, ANPG, Fasubra, Fenet, Ubes e Une, entidades que representam docentes e técnico-administrativos em educação e estudantes das Instituições Federais de Ensino (Universidades, Institutos, CEFETs e Colégio Pedro II no Rio).
Em Florianópolis, a Seção Sindical se soma às demais entidades e aos estudantes, convocando as trabalhadoras e trabalhadores do IFSC a participar do grande ato público que será realizado nesta terça, dia 18/10, a partir das 16h, no Largo da Alfândega, no centro.
Para isso e também para discutir assuntos de extrema importância para a categoria – como a Reforma Administrativa (PEC 32) e as eleições presidenciais – a Seção convocou assembleia geral para a sua nova sede (rua Vidal Ramos, 31, 9º andar – Edifício José Daux), a partir das 14h, já em preparação para o ato das 16h. O evento será transmitido pelo canal do Youtube da Seção e o link para você clicar e assistir será enviado uma hora antes no e-mail das/dos sindicalizadas/os.
Importante lembrar que o presidente da Câmara Arthur Lira, aliado de Bolsonaro, quer tentar aprovar a PEC 32, que traz uma série de prejuízos ao serviço público, aos servidores e à população, logo depois do segundo turno. Para fazer uma análise desse e de outros fatos da conjuntura política e econômica no Brasil, a assembleia vai contar com a presença de Maurício Mulinari, economista, mestre em Serviço Social pela UFSC e Técnico do Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.
Para entender os cortes na educação
Em 05/10, o governo Bolsonaro promoveu um novo ataque às Instituições Federais de Ensino vinculadas ao Ministério da Educação (MEC), definindo novos cortes com o Decreto 11.216, de 30 de setembro de 2022.
Na base do SINASEFE, os cortes foram de aproximadamente R$ 147 milhões (cerca de 5,8% das verbas destinadas ao custeio, incluindo assistência estudantil e emendas de parlamentares). Nas Universidades, o montante chega a R$ 763 milhões.
Após pressão das entidades sindicais e estudantis, o ministro da Educação, Victor Godoy, anunciou no dia 07/10 o desbloqueio dos recursos.
Para o SINASEFE, mesmo com o recuo do governo, é necessário ir às ruas para denunciar os ataques promovidos por Bolsonaro contra a Educação Pública.
(Assessoria de Comunicação do SINASEFE Seção Sindical IFSC, com informações do Sinasefe Nacional)