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25 de maio de 2020

Seção lança campanha contra o assédio na pandemia

Seção lança campanha contra o assédio na pandemia

Trabalhar no IFSC, nos últimos anos, tem se tornado por si só uma tarefa no mínimo desgastante. A excessiva burocratização dos processos e das relações, a intransigência e o autoritarismo como métodos de gestão, o uso dos PADs como ferramenta de perseguição política e a adoção de sistemas rígidos de controle transformaram as tarefas cotidianas num permanente exercício de paciência e vigilância.

O que era para ser um processo leve, colaborativo, agradável, eficiente e eficaz – como preconizam os modernos métodos de gestão pública – acabou virando um vetor de estresse e sofrimento, causador de inúmeros casos de doenças psíquicas relacionadas ao ambiente de trabalho. Hoje, o IFSC, assim como diversos órgãos da administração pública federal, é um terreno fértil para a prática de assédio moral, pressões de toda ordem, cobranças indevidas, perseguições, etc.

Na pandemia, o uso improvisado do teletrabalho e a adoção de atividades não presenciais (ANPs) com exigências de Ensino a Distância (EAD) tornaram esse quadro ainda pior. São vários relatos de casos que chegam ao Sinasefe, de servidores sobrecarregados de tarefas, que constantemente extrapolam a sua carga horária ou que são forçados a conviver com cobranças excessivas num ambiente doméstico, onde o tempo e as atenções precisam ser divididos com a família e os afazeres de casa. Esse problema se torna ainda mais complicado no caso das mulheres, por conta da injusta divisão social do trabalho familiar no Brasil.

Como acompanhar, por exemplo, “infinitas” reuniões, todos os dias, em horários incompatíveis com a rotina familiar, sendo ou estando sozinha em casa com seus filhos? É humanamente impossível, para alguém que tenha ao menos a responsabilidade de olhar uma criança, ficar horas a fio em reuniões intermináveis. É preciso que a carga horária e o horário de expediente sejam respeitados, além de garantir a organização do trabalho com antecedência e prazos minimamente razoáveis, de preferência em negociação direta com os servidores, sempre respeitando seus limites e possibilidades. A situação é de excepcionalidade, antes de tudo.

Por isso, para expor, denunciar e orientar os servidores e servidoras diante dessa triste situação, a Seção IFSC do Sinasefe decidiu lançar uma campanha nas redes, onde os/as próprios/as trabalhadores/as vão poder relatar seus casos, por meio de depoimentos curtos, com total garantia do sigilo. Os relatos, de no máximo 150 caracteres, devem descrever rapidamente situações de assédio, pressão, cobranças, perseguição, etc., sofridas no local de trabalho, sobretudo no período de pandemia. Para a garantia do sigilo, é importante que apenas a situação seja descrita, sem referências à identidade do autor, nomes ou locais.

Os textos, que deverão ser enviados para o endereço eletrônico denuncia@sinasefe-sc.org.br, serão transformados em cartões virtuais e divulgados nas redes sociais da Seção (Instagram, Facebook e Twitter). Além disso, a assessoria jurídica da Seção estará pronta para atender cada caso, orientando e encaminhando as medidas cabíveis nessas situações, bastando entrar em contato com os advogados pelo e-mail juridico@sinasefe-sc.org.br 

Não se cale. Denuncie!

(Assessoria de Comunicação do SINASEFE Seção Sindical IFSC)

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