A Reitora do IF-SC, Consuelo Sielsky Santos, enviou na semana passada ao Sindicato uma notificação determinando a saída da entidade da sua atual sede. O documento é, na verdade, a resposta oficial ao recurso administrativo feito pelo Sinasefe ainda no ano passado e que até agora esperava resposta da Reitoria do Instituto Federal. A ordem de despejo emitida pelo IF-SC contraria tudo que havia sido dito e prometido em reuniões realizadas com a Diretoria da Seção Sindical ao longo desse período de negociações, algumas delas inclusive com a presença de representantes do MEC.
Num desses últimos encontros, realizado em Fpolis, o representante da Consultoria Jurídica do MEC entregou à Reitora um parecer favorável do Ministério da Educação à permanência do Sindicato na sua atual sede. Ele disse que a partir daí a questão dependeria apenas de uma decisão da Reitoria. Na ocasião, Consuelo prometeu que conversaria com o Procurador Federal e que defenderia a regularização da situação por meio de comodato ou de qualquer outro instrumento legal. Não foi isso, infelizmente, que aconteceu.
A Diretoria da Seção Sindical, que já se manifestou publicamente sobre essa questão perante a comunidade escolar, continua entendendo a ordem de despejo como um ataque direto à organização local de base do Sinasefe Nacional, direito garantido pela Constituição do país. A presença física da entidade no espaço da instituição vem sendo reconhecida por sucessivas administrações por mais de 60 anos. Nem mesmo os governos militares, no auge do período de repressão, ousaram questionar esse direito.
O Sindicato vai aguardar agora o posicionamento final do Ministro da Educação, para somente depois decidir qual caminho trilhar na luta pela manutenção de sua sede atual. Além do imprescindível trabalho de mobilização junto à categoria, a Seção Sindical também não descarta ingressar na justiça com os instrumentos legais necessários, visando impedir mais esse ataque contra os servidores e sua entidade representativa.