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27 de agosto de 2020

Autoritarismo é um vírus que se espalha pelo IFSC

Autoritarismo é um vírus que se espalha pelo IFSC

Como um vírus letal, o autoritarismo que tem sido a marca das últimas gestões do IFSC – incluído aí naturalmente o período atual de intervenção – chegou também ao Câmpus Florianópolis Centro. Justamente ali, onde no passado nasceram as grandes lideranças da luta contra a ditadura, floresce agora uma direção identificada com a censura, o assédio, o cerceamento da participação e das falas, o fechamento para o diálogo e a perseguição a quem pensa diferente. Como num quartel general, a comunidade escolar passou a ser tratada com tropa, forçada a obedecer, sem questionamentos, a seu comando maior.

O Colegiado do Câmpus, onde são elaboradas, discutidas e aprovadas as decisões relativas às atividades pedagógicas e administrativas da Escola, deixou de ser uma instância fundamental de participação e exercício da democracia, transformando-se num espaço de arbítrio por parte de sua atual direção. Desde abril, a única representação dos alunos, democraticamente eleita por seus pares no final de 2018 para um mandato de dois anos, não tem mais direito ao voto, assim como a representante da sociedade civil. Para a última reunião do Colegiado, essas duas representações sequer foram convocadas, sendo sumariamente destituídas sem qualquer debate com os demais membros.

Apesar de duas solicitações terem sido apresentadas pelos conselheiros, para que um debate regimental fosse realizado, de modo a encontrar soluções que respeitassem o direito à representação de todos os segmentos, a presidência do Colegiado simplesmente ignorou os pedidos e não acatou a inclusão desse item na pauta da reunião.

Ao invés de seguir pelo caminho do diálogo, da participação e da democracia, uma característica histórica do Câmpus Florianópolis, a atual direção preferiu agir por conta própria, solicitando e acatando um Parecer da Procuradoria, sem qualquer discussão com os demais conselheiros. O documento, que deveria ser objeto de um debate necessário e fundamental, não pode ser discutido, pois só foi disponibilizado na véspera da reunião, fora do prazo regimental e sem tempo suficiente para que fosse lido e estudado. E nunca é demais lembrar que pareceres são recomendações e, portanto, não têm efeito legal.

E foi com esse clima e nessas circunstâncias, sem a representação dos estudantes e da sociedade, que o Colegiado do maior Câmpus do IFSC deliberou sobre o seu calendário acadêmico, como se esse fosse um assunto que não interessa a mais ninguém além da direção da Escola.

A Seção IFSC do Sinasefe repudia essa postura autoritária da Direção, se solidariza com as representações que foram expulsas do Colegiado e alerta à comunidade para que fique atenta e não permita que uma das mais importantes instâncias de participação e deliberação democrática do Câmpus Florianópolis seja destruída por conta de arroubos autoritários de quem quer que seja.

(Diretoria do SINASEFE Seção Sindical IFSC)

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