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25 de agosto de 2017

Cortes não vão nos calar!

Cortes não vão nos calar!

Os trabalhadores do IFSC, reunidos em assembleia geral da categoria no último dia 22 de agosto, decidiram, por unanimidade, repudiar o corte de salário de servidores aplicado pela gestão da instituição como punição pela participação na greve geral de 30 de junho. Essa atitude dos gestores do Instituto Federal é uma clara tentativa de desmobilizar a categoria para as importantes lutas que precisa travar em um momento em que o governo federal promove ataques aos direitos dos trabalhadores, criminaliza movimentos sociais e precariza os serviços públicos.

O corte atende a um comunicado vindo do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que, com base em sua própria interpretação, considerou que a paralisação de 30 de junho – um movimento nacional contra as reformas trabalhista e da previdência – não tinha nada a ver com a pauta de reivindicações da categoria e que, por isso, o desconto nos salários de quem aderiu a ela deveria ser aplicado. Ordem que as gestões da Reitoria e de alguns câmpus atenderam muito prontamente, demonstrando que escolheram um lado nessa disputa: o do governo Temer.

Na Reitoria, mais que o peso financeiro do desconto de um dia de salário em seus contracheques, a covardia do ato foi o que revoltou os servidores punidos por lutarem por direitos para os trabalhadores – inclusive para aqueles que estão sendo formados pelo IFSC – e pela valorização dos serviços públicos. Embora a gestão tenha recebido o comunicado do MPOG antes de 30 de junho, não houve, em nenhum momento desde aquela data até hoje, qualquer informação repassada a respeito, de maneira oficial, aos trabalhadores atingidos. Os cortes foram descobertos apenas quando os servidores foram consultar as prévias de seus contracheques.

Encastelados em gabinetes e escondidos atrás de um suposto “manto da legalidade”, aqueles que foram eleitos para gerir a instituição agiram de maneira sorrateira e não foram capazes de dirigir-se aos atingidos para lhes repassar qualquer justificativa pela atitude que tomaram. Talvez porque não tenham nada que sustente sua ação para dizer, já que o IFSC foi uma das poucas instituições públicas que acatou a ordem do MPOG e, ainda assim, apenas em poucos locais de trabalho. Cabe ressaltar que todos os câmpus receberam o comunicado e que há relatos de pressão sobre servidores da área de gestão de pessoas para que apliquem o desconto em outros locais.

É importante que os servidores do IFSC não se esqueçam de episódios como esse, que mostram quem, de fato, apoia a luta pelos trabalhadores e pelos serviços públicos e quem apenas faz discurso e personifica o governo Temer em nível local. No entanto, se falta coragem para os gestores, ela sobra entre os servidores do IFSC, que, mesmo com todos os ataques e perseguições que sofrem, na instituição e fora dela, vão continuar batalhando por seus direitos e pelos trabalhadores do Brasil.

Manter a unidade e a força na luta!
Derrotar Temer e seus adeptos!

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