Dia 15/5, a greve nacional da educação foi marcante na história recente das mobilizações populares no Brasil! Cerca de 1,5 milhão de brasileiros e brasileiras foram às ruas dizer que não aceitam o desmonte e o desrespeito à educação pública promovida pelo (des) governo Bolsonaro e os seus ministro medievais anticientíficos, Véllez e Weintraub.
Em SC, houve mobilizações em torno de 40 cidades, sendo a maior delas em Florianópolis, que envolveu cerca de 30 mil pessoas.
Esse governo, que troca de ministros, edita decisões e projetos e volta atrás e ameaça a educação pública com uma suposta lava-jato da educação, conseguiu unificar diversos setores sociais, ao ameaçar o funcionamento da educação pública, especialmente dos institutos e universidades federais, e levar estudantes, trabalhadores da educação e comunidade às ruas na defesa da educação. Depois das mobilizações do dia 15, deu declarações de que reverteria os cortes, mas já desmentido.
As marchas foram maiores do que todas as expectativas e mostraram que, mesmo tendo eleito um governo com tantas pautas reacionárias, a maioria dos brasileiros e brasileiras é consciente da importância da educação pública. Apesar de o discurso do governo dizer que o corte do financiamento acontece na educação superior para beneficiar a educação básica, os cortes atingem todos os níveis da educação, lembrando que a nossa própria Rede-tec tem, por força de lei, 50% das matrículas na educação básica e os cortes atingem também o FUNDEB (Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação Básica).
Ainda no impacto do dia 15, a UNE e a UBES convocaram novas mobilizações em defesa da educação para o próximo dia 30, para não permitir que esses cortes inviabilizem o funcionamento das escolas, institutos e universidades. A convocação do dia de mobilizações é contra os cortes na educação, contra a Reforma da Previdência e na construção da greve geral do dia 14 de junho convocada pelas centrais. Já no dia 20, em reunião em Brasília, todos os sindicatos e federações de trabalhadores da educação aderiram à convocação do Movimento Estudantil e o SINASEFE Nacional foi uma delas.
A Direção da Seção IFSC convoca todos os servidores e servidoras a participarem das mobilizações do dia 30 em suas cidades e regiões, em articulação com o movimento estudantil e popular em cada local.
Importante que essa organização já vá construindo a mobilização da Greve Geral do dia 14/6, que não tem o mesmo caráter. Em dia de Greve Geral, atos e mobilizações podem ser importantes, mas o fundamental é que impeçamos a produção e circulação de mercadoria, com o não funcionamento dos Câmpus, não permitindo o transporte das mercadorias e apoiando a paralisação em fábricas e comércio. É preciso que o poder econômico perceba que terá mais prejuízos se tentar impor aos trabalhadores o fim das aposentadorias e da Seguridade Social proposta na PEC 06/2019 e que o governo precisa voltar a investir no povo: na educação pública, no SUS, em uma política econômica que priorize o emprego e não o rentismo do sistema financeiro e a entrega do patrimônio brasileiro.
Na Greve Geral que fizemos em 28 de abril de 2017, um das maiores da história do Brasil, estima-se que o prejuízo imposto foi de dois bilhões de reais. Eles precisam sentir no bolso, além de perceber a pressão popular.
Na Grande Florianópolis, vamos realizar uma assembleia às 14h no Câmpus Florianópolis e de lá vamos em caminhada para participar do ato unificado que se concentra a partir das 16h, na Praça Tancredo Neves.
Dia 30 a aula é na rua!
#NãoVaiTerCorte vai ter luta!
#TiraAMãoDoMeuIF
#EducaçãoNãoÉMercadoria
#30M
#NãoÀReformaDaPrevidência
ASSEMBLEIA GERAL DA SEÇÃO IFSC DO SINASEFE
Local: Campus Florianópolis Centro (Sala Multimeios 1 – Eletrônica).
Data: 30 de maio de 2019.
Horário: 14h.