Aguarde, carregando...

5 de abril de 2016

Dois delegados da Seção IFSC são eleitos para a Direção Nacional do Sinasefe

Dois delegados da Seção IFSC são eleitos para a Direção Nacional do Sinasefe

Desde o último dia 21 de março, o Sinasefe Nacional conta com uma nova Direção, que vai coordenar os trabalhos da entidade pelos próximos dois anos. As eleições aconteceram na noite de domingo (20), penúltimo dia do 30º Congresso Nacional do Sinasefe (Consinasefe), que reuniu entre os dias 18 e 21/03, em Brasília, 513 delegados e 80 observadores, representando 69 Seções Sindicais no país.

A Seção Sindical IFSC participou do evento com 34 delegados, sendo dois deles eleitos para a DN. O Coordenador Geral da Seção, Paulo Henrique Oliveira Porto de Amorim, do Câmpus São José, vai ocupar a Secretaria Adjunta da Coordenação de Comunicação e a sindicalizada Giane Alves de Carvalho, do Câmpus Gaspar, vai ocupar a Secretaria Adjunta da Coordenação de Políticas Educacionais e Culturais.

No seu maior Congresso em 27 anos de história, cinco chapas disputaram as eleições para a Direção Nacional. Dos 513 delegados presentes, 509 foram às urnas, numa votação que registrou 33 votos nulos e três em branco. Para o Conselho Fiscal do Sindicato, concorreram 14 candidatos, numa votação que registrou também 509 votos, mesmo número da eleição para a DN, com 12 votos nulos e cinco em branco. José do Nascimento Junior, com 100 votos, será o Presidente do Conselho. Nildo Gonzaga da Silva, com 96 votos, e Antonio Nustenil de Lima, com 61 votos, serão os outros dois titulares.

A divulgação oficial do resultado das eleições e a posse dos eleitos para o biênio 2016/2018 aconteceram no último dia do Congresso, após a convenção das cinco chapas concorrentes. No Sinasefe Nacional, como as eleições são proporcionais, os cargos na Direção Nacional são ocupados de acordo com o percentual de votos obtidos por cada uma das chapas, que se reúnem em convenções a fim de indicar os nomes dos seus representantes aos cargos a que têm direito. 

A secretária adjunta da Coordenação de Políticas Educacionais e Culturais, Giane Alves de Carvalho, do Câmpus Gaspar do IFSC, e o secretário adjunto da Coordenação de Comunicação, Paulo Henrique Oliveira Porto de Amorim, do Câmpus São José, falaram sobre as expectativas do novo mandato da DN, após uma eleição proporcional com cinco chapas. E também opinaram sobre quais devem ser as principais lutas e preocupações do Sinasefe Nacional nos próximos dois anos. Confira.

Qual a expectativa de vocês sobre esse novo mandato, depois de uma eleição pro-porcional com cinco chapas?

Giane – A expectativa é de que o sindicato tenha como fim único a defesa dos diretos tra-balhistas, de maneira que este movimento possa refletir positivamente na qualidade da educação profissional, científica e tecnológica. Sindicato não é lugar para aparelhamento partidário. O respeito às diversidades de opiniões políticas e ideológicas devem prevale-cer em nome da democracia, de modo que todas as tomadas de decisões possam ser ouvidas, avaliadas e encaminhadas tendo como norte a imparcialidade, a coerência das ações e os aspectos legais que permitam as tomadas de decisões. Em tempos de crises, o Sinasefe necessita renovar e reafirmar sua credibilidade como instituição importante para a defesa de todos (as) os trabalhadores da rede dos Institutos Federais no país, vi-sando atender a demanda presente na diversidade das carreiras  dos técnicos e docentes, bem como a atenção especial aos aposentados e aposentadas.

Paulo – Primeiro, acho importante frisar que a proporcionalidade é a forma que melhor expressa a democracia dos trabalhadores, pois permite maior diversidade de concepções dentro da direção da entidade. A direção deve buscar ser uma representação fiel da sua base, por isso, nada melhor que todos os grupos estejam presentes. O desafio é transformar uma composição de chapas num coletivo unificado em torno de princípios e de ações. Nesse sentido, entendo que corremos riscos enormes, pois passamos por anos de intensa burocratização e despolitização do sindicato nacional. Se nada for feito, naturalmente a Direção Nacional será corroída pela burocracia existente. Será preciso muita disposição política para quebrar práticas nocivas à nossa organização. Para mim, a energia para essa ruptura tem origem na pressão das bases, que deverão ser vigilantes e exigir constantemente que nós, diretores, prestemos contas das nossas ações. Por fim, há ainda um componente fundamental: a conjuntura política e econômica. Estamos vivendo sob forte crise e as perspectivas são de agravamento para os trabalhadores. Os ataques aos direitos trabalhistas se tornaram rotina. O desemprego tem crescido na iniciativa privada, ao mesmo tempo em que se discute congelamento salarial ou mesmo demissões no serviço público. Por isso, acredito que temos pela frente um trabalho duríssimo, mas também fundamental na defesa da classe trabalhadora.

2) Qual, na opinião de vocês, devem ser as principais lutas e preocupações do Si-nasefe nos próximos dois anos?
 
Giane – As principais preocupações devem estar voltadas para a transparência e a publi-cização eficiente das informações do Sinasefe, de modo que todas as deliberações da categoria possam ser divulgadas através dos canais oficias; coerência, lisura e acompa-nhamento efetivo na aplicação dos recursos financeiros; combate às opressões com ações que garantam o respeito ao gênero e às etnias no Sinasefe; incentivo às políticas educacionais e culturais; criação e desenvolvimento efetivo de GTs para aprimorar as car-reiras dos técnicos e docentes. As pautas de lutas são todas aquelas que ameaçam a retirada dos direitos e conquistas trabalhistas, como, por exemplo, o plano de ajuste fiscal do governo e suas consequências, que vão desde a degeneração dos salários até o des-mantelamento da previdência. Para tanto, o sindicato necessita de autonomia para de-senvolver um trabalho livre de aparelhamentos partidários, que não contribuem com a de-fesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras da rede dos Institutos Federais.

Paulo – É muito difícil prever quais serão as principais lutas para um período de dois anos, enquanto, ao mesmo tempo, se discute a continuidade do governo que vem praticando ataques contra nossa categoria ou a ascensão de um governo que poderá ser ainda pior. Mas esse cenário de incerteza também revelou que nós estamos carentes de projetos. Precisamos ir além do fogo cruzado da política e dizer à sociedade quais são as políticas que nos interessam. Somos um sindicato da educação, então precisamos disputar, por exemplo, que modelo de educação nós defendemos. Esse é um grande desafio de longo prazo: recolocar o SINASEFE como uma referência social. Porém, a jornada dessa direção envolverá diversos enfrentamentos mais imediatos. A questão da previdência é um tema que precisa ser encarado de imediato, já que o governo parece disposto a impor o FUNPRESP à revelia dos trabalhadores, estabelecendo para isso a adesão compulsória de novos servidores. Temos que permanecer atentos a questões que envolvem a jornada de trabalho, pois sabemos que em épocas de crise aumenta a pressão para que se trabalhe mais e que se ganhe menos. Por fim, num âmbito interno, é preciso adotar medidas de estímulo à participação, tornando a Direção nacional mais presente no cotidiano dos servidores.

DIREÇÃO NACIONAL
1. 156 votos (32,981%) – Chapa 1 – Avançando na Luta e na Unidade
2. 112 votos (23,679%) – Chapa 4 – Sinasefe Para Lutar
3. 093 votos (19,662%) – Chapa 3 – Fórum Classista
4. 063 votos (13,319%) – Chapa 5 – O Nosso Partido é a Base
5. 049 votos (10,359%) – Chapa 2 – Avançando na Luta e na Democracia

QUANTITATIVO DE CARGOS
De acordo com o Código Eleitoral, os cargos entre as chapas foram distribuídos da seguinte maneira:
• 9 cargos – Chapa 1 – Avançando na Luta e na Unidade
• 6 cargos – Chapa 4 – Sinasefe Para Lutar
• 5 cargos – Chapa 3 – Fórum Classista
• 4 cargos – Chapa 5 – O Nosso Partido é a Base
• 3 cargos – Chapa 2 – Avançando na Luta e na Democracia

COORDENAÇÃO GERAL
Fabiano Godinho Faria – SINTIFRJ-RJ
Cátia Cilene Farago – IF BAIANO-BA
Williamis da Silva Vieira – MANAUS-AM

COORDENAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS
SECRETÁRIA GERAL: Alice Gomes – SINDSCOPE-RJ
1º TESOUREIRO: Gabriel Adolfo Garcia – SÃO VICENTE DO SUL-RS
2º TESOUREIRO: Silvio de Jesus Rotter – IFRR-RR

COORDENAÇÃO DE PESSOAL
DOCENTES: Ariovan da Silva Martins – BARBACENA-MG
TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS: Tonny Medeiros Martinho – NATAL-RN
APOSENTADOS: Guaraci Cardoso Soares – IFPA E ETRB-PA

COORDENAÇÃO DE COMUNICAÇÃO
SECRETÁRIO: Flávio Santos Barbosa – CMR-PE
SECRETÁRIO-ADJUNTO: Paulo Henrique Oliveira Porto de Amorim – IFSC-SC

COORDENAÇÃO DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS E CULTURAIS
SECRETÁRIO: Ronaldo Nascimento Naziazeno – IFBA-BA
SECRETÁRIA-ADJUNTA: Giane Carmem Alves de Carvalho – IFSC-SC

COORDENAÇÃO DE FORMAÇÃO POLÍTICA E RELAÇÕES SINDICAIS
SECRETÁRIO: Marcos de Oliveira Silva – COLATINA-ES
SECRETÁRIA-ADJUNTA: Claudicea Alves Durans – MONTE CASTELO-MA

COORDENAÇÃO JURÍDICA E RELAÇÃO DE TRABALHO
SECRETÁRIO: José Xavier da Silva Filho – IFMG-MG
SECRETÁRIA-ADJUNTA: Clarissa Maciel Cavalcante – IFPA E ETRB-PA

CONSELHO FISCAL
PRESIDENTE
José do Nascimento Júnior – SINTEF-PB
CONSELHEIROS
Nildo Gonzaga da Silva – IGUATU-CE
Antonio Nustenil de Lima – CRATO-CE

– Os links para acesso a toda a cobertura jornalística do Consinasefe, incluindo arquivos, fotos, vídeos e matérias, estão disponíveis no site do Sinasefe Nacional.

Visão Geral da Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível.
As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Política de Privacidade

Política de Cookies