O Observatório de Mortes e Violências LGBTI+ no Brasil acaba de lançar um dossiê em que denuncia a ocorrência de 273 mortes LGBTI+ de forma violenta no país durante o ano de 2022. Dessas, 228 foram assassinatos, 30 suicídios e 15 outras causas.
Em 2020, o total de mortes LGBTI+ registradas pelo observatório foi de 237, em 2021 foi de 316, e em 2022, foram 273 casos de crimes de ódio. Dados parciais dos meses entre janeiro e abril, já totalizam 80 mortes em 2023.
O dossiê é resultado de um esforço coletivo de produção e sistematização de dados sobre a violência e a violação de direitos LGBTI+ no Brasil. Aqui a sigla fala sobre pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres e homens trans, pessoas transmasculinas, não binárias e demais dissidências sexuais e de gênero.
O documento foi produzido por meio do Observatório de Mortes e Violências contra LGBTI+, que teve seu início em janeiro de 2020, quando foi coordenado pela Acontece – Arte e Política LGBTI+ e pelo GGB – Grupo Gay da Bahia.
Desde outubro de 2021, a Acontece Arte e Política LGBTI+, estabeleceu parceria com a ANTRA – Associação Nacional de Travestis e Transexuais e a ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos, a fim de acrescentar e somar na elaboração deste Dossiê. O trabalho foi realizado por meio de uma base de dados compartilhada entre essas três instituições, que contém os registros dos casos ocorridos, encontrados em notícias de jornais, portais eletrônicos e redes sociais.
Na semana passada, mesmo sem uma pasta específica para tratar dessas questões, a Seção IFSC do Sinasefe firmou parceria de seis meses com a ONG Acontece Arte e Política LGBTI+, a fim de incrementar a sua política de combate às opressões no âmbito da atuação do sindicato.
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(Assessoria de Comunicação do SINASEFE Seção Sindical IFSC)