As representações dos alunos do Instituto Federal de Santa Catarina lançaram no domingo, dia 7/4, uma moção de repúdio à minuta do código de conduta estudantil que, segundo eles, foi construída “à revelia dos princípios e fundamentos que deveriam nortear o planejamento estratégico das políticas do IFSC numa perspectiva democrática”. Eles afirmam que o código vai modificar, de forma autoritária, as normas de convivência destinadas aos discentes. Os estudantes denunciam também que foram alijados do processo de construção do documento. A nota é assinada pela RECCE – Resistência Estudantil Contra os Cortes na Educação.
“A debilidade das formas de contribuição para o documento e a ausência de consultas adequadas aos segmentos ao qual ele se destina acarreta por desqualificar a tentativa da implementação do então chamado Código de Conduta”, diz um trecho da moção. Os alunos entendem ainda que a consulta pública e as contribuições engessadas e limitadas dos Câmpus não foram suficientes para ajustar a minuta. Por isso, diante dos diversos problemas verificados, eles deixam claro à comunidade que os processos adotados para aprovação do documento não representam a vontade dos alunos da Instituição.
A moção de repúdio, que conta também com um abaixo-assinado na internet, foi lançada logo após o Encontro Estadual dos Estudantes do IFSC, realizado no dia 2, em São José. De caráter institucional e patrocinado pela Reitoria, o evento contou com a participação da Reitora Maria Clara Kaschny Schneider e de representantes estudantis de 18 Câmpus do Instituto.
O movimento pede agora a criação de uma comissão, formada por representantes dos alunos e “por profissionais capacitados, de conhecimento de toda a comunidade acadêmica”, que teria como objetivo a construção de uma nova minuta, chamada por eles de “Código de Convivência Discente”.
A Seção Sindical IFSC do Sinasefe apoia e se solidariza com a iniciativa dos estudantes, pois também vem sofrendo há anos com as práticas antidemocráticas adotadas pela Reitoria em diversos processos de discussão que envolvem os docentes e técnicos do Instituto. Assim como os alunos, que viveram na pele um processo violento de desocupação no Câmpus Palhoça em 2016, os servidores da Instituição tem sido alvo frequente de diversas arbitrariedades praticadas pela gestão, seja no uso dos PADs (Processos Administrativos Disciplinares) como instrumentos de perseguição nos locais de trabalho, seja nas discussões e encaminhamentos de temas que interessam diretamente à categoria, como a flexibilização da jornada dos técnicos, a agenda Zimbra, a Resolução 23, entre outros.
(Assessoria de Comunicação do SINASEFE Seção Sindical IFSC. Foto: Assessoria de Comunicação do IFSC)