Cerca de 200 servidores lotaram o auditório do IFSC Florianópolis ontem (15/03) para debater, em assembleia, a conjuntura política e econômica do país e as principais questões internas que afetam a vida dos servidores nesse primeiro semestre de 2016. Em pauta, além da luta contra as reformas previdenciária e trabalhista, a agenda Zimbra, as denúncias de arbitrariedades no câmpus Palhoça, o corte do adicional noturno dos docentes com dedicação exclusiva e ação judicial contra a Unimed.
A assembleia serviu também como ensaio para a manifestação histórica realizada no final da tarde, no centro de Florianópolis, que reuniu mais de 10 mil pessoas pelas principais ruas do centro, contra a reforma da previdência e trabalhista. Organizado nacionalmente pelas centrais sindicais e aqui no estado pelo Fórum de Luta em Defesa dos Direitos, o ato contou com a participação do Sinasefe e de mais de 20 entidades, coletivos e organizações sindicais, estudantis e do movimento popular que, com faixas, bandeiras e cartazes, pediam “Fora Temer” e cantavam palavras de ordem contra a retirada de direitos da classe trabalhadora. A cobertura completa do evento você pode conferir no portal Catarinas, pioneiro no jornalismo com perspectiva de gênero no Brasil.
Agenda Zimbra
O professor e dirigente da Seção Sindical do Andes na UFSC, Paulo Rizzo, abriu a assembleia com um debate sobre a conjuntura. Em seguida, após pedido de inclusão de pauta, os servidores discutiram rapidamente a necessidade de uma ação judicial para tentar recuperar o adicional noturno dos professores com dedicação exclusiva, cortado em outubro do ano passado. A Diretoria do Sindicato vai incluir o assunto na pauta da próxima assembleia, para que seja aprovado oficialmente o ingresso da ação.
A agenda Zimbra foi outro assunto bastante debatido na assembleia de ontem. O tema já havido sido discutido pela manhã, durante reunião ampliada do GT Carreira/Jornada de Trabalho, como parte das atividades do dia de paralisação no IFSC contra a reforma da previdência. As propostas trazidas do Grupo de Trabalho foram levadas à apreciação dos servidores e aprovadas por ampla maioria de votos.
A deliberação é que até que sejam abertas e concluídas as negociações com a Reitoria, nenhum docente deve preencher a agenda Zimbra. A luta principal é pela imediata revogação da Instrução Normativa 03/2017, para que a partir daí se possa discutir com maior profundidade as recomendações do MPF. Com as questões levantadas pelo GT, a Diretoria da Seção Sindical vai agora solicitar uma Nota Técnica da Assessoria Jurídica sobre essa medida. Os servidores devem fazer também uma intervenção na próxima reunião do Consup, marcada para a segunda, dia 20/03. A comissão de negociação com a Reitoria do IFSC será composta por três representantes de base (Felipe Souza – São José, Luciano Azambuja – Florianópolis Continente e Luiz Fernando Segalin de Andrade – Florianópolis Centro) e dois da diretoria.
Câmpus Palhoça
No penúltimo ponto de pauta, as denúncias de arbitrariedades e perseguições no câmpus Palhoça do IFSC voltaram a ser debatidas na assembleia. Após apresentação e leitura do documento, os servidores aprovaram a proposta de moção de repúdio elaborada pela comissão eleita na assembleia geral do dia 8 de março. As questões judiciais que envolvem o tema serão discutidas posteriormente com a diretoria e a assessoria jurídica do Sindicato.
A assembleia deste dia 15/03 autorizou também o ingresso de ação judicial contra a Unimed, por conta do reajuste aplicado ao plano de Saúde Uniflex em meados do ano de 2016.