Uma grande e forte manifestação marcou mais uma importante etapa da luta pela garantia da Flexibilização da Jornada de Trabalho dos TAEs no IFSC. Cerca de 200 servidores, vindo de várias partes do estado, foram a Criciúma na manhã da última quarta, dia 1º, e interromperam a reunião do Codir, que acontecia naquela cidade por conta da realização do 7º Jogos Internos do Instituto, para pedir a participação da Reitora na assembleia geral do Sindicato, marcada para o mesmo local.
O objetivo era abrir, pela primeira vez desde a publicação do Memorando Circular 12/2018, um espaço de diálogo entre a gestão e os servidores a respeito das novas restrições impostas pela Reitoria à Flexibilização. Na assembleia, diante de um auditório lotado, a Reitora Maria Clara Kaschny Schneider usou seu espaço de 40 minutos para tentar justificar a aplicação das novas medidas a partir das recomendações contidas no relatório preliminar da CGU. Em seguida, diversos técnicos e docentes se revezaram no microfone para fazer perguntas e levantar questionamentos à dirigente máxima da Instituição. Diversos argumentos foram apresentados pela categoria em favor da manutenção da Flexibilização, mas a crítica que mais se repetiu ao longo das falas foi em relação à ausência de democracia e diálogo com os servidores. Técnicos e docentes bateram duro na falta de gestão participativa, um dos valores elementares da Instituição.
Após a participação da Reitora, os servidores fizeram um balanço do processo em cada Câmpus e aprovaram novos encaminhamentos para a luta. O principal deles é que o sindicato vai oficializar o pedido, já feito em público durante a assembleia, para que a Reitora suspenda a revisão de flexibilização e abra imediatamente um canal de diálogo com os trabalhadores para tratar do tema. Até o fechamento dessa matéria, o sindicato ainda não havia recebido qualquer resposta a respeito dessa solicitação. Além disso, o Sindicato deve buscar apoio para a flexibilização da jornada, sobretudo por conta da importância do atendimento ininterrupto, junto às representações dos vários segmentos da sociedade, como centrais sindicais, sindicatos, movimentos sociais, estudantis, etc. A assembleia aprovou também a manutenção de um estado permanente de mobilização no IFSC e criação de uma comissão com representantes de servidores de todos os Câmpus para atuar nessa questão junto com o Sinasefe.
Na próxima segunda-feira, dia 6 de agosto, os servidores realizam mais uma manifestação, com concentração a partir das 9h e uma nova assembleia geral, às 10h, no Câmpus Continente, aproveitando mais uma vez a reunião do Colégio de Dirigentes do IFSC, marcada para essa mesma data, na Reitoria. A participação de um grande número de servidores será, novamente, fundamental para o sucesso da luta.
A assembleia geral de Criciúma teve como último ponto de debate a eleição de delegados para a 155ª Plena do Sinasefe, que acontece em Curitiba, nos próximos dias 4 e 5/8. O delegado da Diretoria na Plenária será o Coordenador Jurídico da Seção, Marcos Dorval Schmitz. A base será representada pelo sindicalizado Paulo Henrique Oliveira Porto de Amorim, do Câmpus São José. O sindicalizado Felipe Acácio Jacques (aposentado) e a sindicalizada Ana Lúcia Silveira Machado (Câmpus Florianópolis Centro) tiveram seus nomes aprovados como observadores.
(Assessoria de Comunicação do SINASEFE Seção Sindical IFSC)