Na próxima sexta-feira, dia 14/6, o IFSC vai parar. Técnicos, docentes e estudantes de todos os Câmpus vão se unir a diversas outras categorias de trabalhadores brasileiros e aderir à Greve Geral convocada, unitariamente, pelas Centrais Sindicais, contra a reforma da previdência, em defesa da educação e por mais empregos.
A decisão, unânime, pela adesão à greve foi aprovada em assembleia geral no início de maio. A paralisação de 24 horas no próximo dia 14 foi reafirmada também pelo Sinasefe Nacional, durante sua 159ª Plena, realizada em Brasília, nos últimos dias 1 e 2 de junho.
Aqui Santa Catarina, dirigentes e representantes da CUT, CTB, CSP Conlutas, CSB, Intersindical, sindicatos, movimentos sociais e estudantis realizaram uma Plenária no sábado, pela manhã, na sede da FECESC, em Florianópolis, para discutir e organizar a Greve Geral no estado. A Seção Sindical IFSC participou do evento.
Várias categorias organizadas nacionalmente já confirmaram a adesão à Greve, como servidores públicos (das esferas federal, estadual e municipal), profissionais da saúde, bancários, petroleiros, trabalhadores do transporte, metalúrgicos, operários da construção civil, comerciários, entre outros.
Mas afinal o que é uma greve geral?
Ao longo da história, no mundo inteiro, a classe trabalhadora sempre esteve mobilizada em defesa dos seus direitos e por melhorias salarias e de condições de trabalho. Muitas dessas lutas, entretanto, aconteceram e acontecem até hoje de forma isolada, em torno de reivindicações específicas de determinados segmentos ou categorias. A Greve Geral, ao contrário, surge da necessidade da luta unitária em defesa de direitos e conquistas históricas da classe trabalhadora, como é o caso agora da defesa do direito à aposentadoria. A Greve Geral não é a soma de várias greves e nem a greve de apenas uma categoria, mas sim a concretização da luta coletiva de todas as categorias organizadas de diversas áreas e setores (público e privado), em articulação com movimentos sociais, populares e movimento estudantil.
No Brasil, embora desde o século XIX já existam registros de homens e mulheres escravizados que paralisaram suas atividades, tanto em fazendas como nas primeiras fábricas, o conceito de greve geral somente vai ganhar contornos mais nítidos em 1917, quando a insatisfação acumulada dos operários deflagrou a primeira e maior paralisação de trabalhadores do país à época. Denominada como Greve Geral, teve origem em São Paulo e propagou-se por diversas capitais como Recife, Porto Alegre e Rio de Janeiro.
Para o professor de história da Universidade Federal da Paraíba, Fernando Cauduro Pureza, a lição de todas as greves gerais ao longo da história do Brasil parece ser que elas são fruto da organização da luta de trabalhadores e trabalhadoras que, reconhecendo a sua pluralidade, conseguem unir-se em prol de direitos e conquistas históricas.
No período posterior à independência, o Brasil já registrou, pelo menos, nove greves gerais, nos anos de 1917, 1983, 1986, 1987, 1989, 1990, 1991,1996 e 2017. A estimativa das Centrais é que esta do próximo dia 14 de junho seja uma das maiores da história do Brasil.
(Assessoria de Comunicação do SINASEFE Seção Sindical IFSC)