A Direção do Câmpus Geraldo Werninghaus, em Jaraguá do Sul, decidiu, de forma isolada, efetuar agora em dezembro o desconto do adicional de insalubridade referente ao período da greve de 2015. A medida atinge os servidores técnico-administrativos das áreas de apoio, TI e almoxarifado.
Para a Diretoria da Seção Sindical, que tomou posse no último dia 16/12, o desconto confirma as denúncias de práticas de assédio por parte de gestores locais do IFSC feitas durante o período de paralisação.
A decisão, tomada isoladamente pela Diretoria do Câmpus GW, fere também o que havia sido acordado na reunião ampliada do dia 2 de setembro, entre Comando de Greve, representantes estudantis e da Gestão do Instituto. Durante o encontro, cujo relato foi lido na assembleia geral do dia 3/9, a própria Reitora reafirmou o encaminhamento da reunião do CODIR do dia 10 de agosto, dizendo que “o adicional de insalubridade deverá ser pago, tendo em vista que o servidor deverá repor as horas não trabalhadas durante o movimento grevista, sendo mantidos os procedimentos padrões”.
Reunida logo após a posse, no dia 16/12, a nova Diretoria do Sindicato discutiu o assunto e decidiu denunciar a decisão do Câmpus GW, uma vez que não houve desconto dos dias não trabalhados e o Termo de Acordo prevê a reposição das atividades da greve.
A DSS decidiu também que, como o Sinasefe tem condições, vai pagar, excepcionalmente, aos servidores atingidos os valores descontados dos seus contracheques, uma vez que eles estão sendo perseguidos por terem participado do movimento de greve deflagrado por toda a categoria em assembleia geral do Sindicato. A Diretoria entende que esse adiantamento, que será devolvido aos cofres da Seção Sindical após a reversão do desconto, é uma forma de deixar claro que o problema das perseguições e punições por participação em movimento não é um problema individual e sim coletivo, de toda a categoria, que deve proteger-se mutuamente de perseguições individuais sofridas por sindicalizados.
A Seção Sindical vai acompanhar de perto essa situação, adotando os encaminhamentos políticos e jurídicos que se fizerem necessários, sempre no sentido de preservar os direitos dos servidores e garantir que práticas dessa natureza não mais se repitam no âmbito do IFSC.