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18 de junho de 2020

Interventor não tem compromisso com a vida

Interventor não tem compromisso com a vida

Ontem (17/6), fomos surpreendidos por uma mensagem do interventor do governo Bolsonaro no IFSC, tratando do suposto retorno das atividades presenciais no Instituto. No vídeo – cuja primeira versão foi retirada do ar, sendo substituída por outra horas depois – o interventor avisava que “se na sua cidade, as atividades presenciais ainda não foram retomadas, fiquem atentos porque nos próximos dias isso deverá ocorrer". Essa frase, bem reveladora da política genocida implementada pelo governo federal e seus interventores, foi cortada na segunda versão. 

Em que pese a tentativa de correção da infeliz mensagem, o impacto que ela causou e ainda causa exige de todos nós um posicionamento firme diante de tamanho absurdo.

A Seção Sindical do Sinasefe repudia qualquer movimento no sentido da retomada presencial antes da existência de vacina e/ou medicamentos que garantam, de fato, a segurança sanitária da comunidade acadêmica. O debate sobre a segurança sanitária não é um debate privado, que deva ser realizado a portas fechadas, mas sim de maneira transparente, o que até agora não vem sendo feito. Também desconsidera qualquer recomendação séria de saúde, pois não apresenta dados concretos que apontem a segurança do retorno às atividades.

Não queremos que leitos disponíveis sejam ocupados por trabalhadores e estudantes do IFSC. Queremos que todos possam atravessar esse período vivos. Quantas vidas iremos arriscar em um retorno precipitado, num momento em que a pandemia segue em pleno crescimento em nosso país e em nosso estado? O IFSC vai, da mesma forma que Bolsonaro e Moisés, banalizar o adoecimento e a morte? O interventor vai assumir a responsabilidade sobre os prováveis doentes e mortos desse retorno precipitado e irresponsável?
 
O interventor mais uma vez se alia aos que lhe mantém no cargo e não à comunidade acadêmica quando faz esse movimento, descolado da realidade de outras instituições de ensino e atendendo aos governos que tem lavado as mãos no sangue de mais de 40 mil pessoas que já faleceram em nosso país.

Ignorar, de propósito, a autonomia da Instituição, colocando em risco vidas humanas sob a desculpa de que é o governo do estado quem determina a volta às atividades presenciais na educação, não é postura de quem, no início, repetia aos quatro cantos que estava assumindo o IFSC apenas para garantir a continuidade da rotina no Instituto. Posição lamentável! Tão lamentável que o vídeo não durou 24 horas no ar. Só quem tem essa doença na cara consegue ter a dimensão do que é se colocar em risco.

Não apenas estudantes, técnicos e professores devem estar conscientes do perigo iminente que uma volta precipitada representaria para a vida de todos. A própria sociedade também precisa ser cada vez mais sensibilizada dos riscos. Não é seguindo velhas cartilhas de mercado – somos instituição de formação/educação – que conseguiremos atravessar vivos essa grave crise de saúde. E, nesse sentido, cabe a nós, como servidores, trabalhar também para a formação da opinião pública. A nossa resposta à comunidade é demonstrar a gravidade da situação, os cuidados necessários e a responsabilidade das instituições públicas na preservação da vida!

Não ao retorno inseguro! Não ao plano de retorno do interventor de Bolsonaro!

(Diretoria do SINASEFE Seção Sindical IFSC)

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