A Educação vem passando por um processo intenso de deterioração em todos os níveis e esferas no Brasil. Os cortes orçamentários no Ministério da Educação já ultrapassam os R$ 26 bilhões, segundo levantamento da Auditoria Cidadã da Dívida. Em São Paulo, as três universidades estaduais – USP, Unicamp e Unesp – enfrentaram o pior corte de verbas em sete anos, amargando um contingenciamento de R$ 233 milhões no orçamento de 2016.
Os cortes realizados pelo Governo Federal no PNAES (Programa Nacional de Assistência Estudantil) significarão para muitos estudantes do IFSC e de todo o Brasil redução dos valores das bolsas e suspensão da concessão de novos benefícios. Esses recursos, que são destinados a apoiar a permanência dos estudantes em vulnerabilidade, sofreram um corte de 20% ou mais, conforme a distribuição orçamentária de cada instituição.
Não bastassem os cortes, o setor ainda é prejudicado pela desvalorização dos seus trabalhadores, com intransigência nos processos negociais de greve e arrocho salarial; por projetos de lei que atentam à democracia, ao pluralismo e à formação crítica dos/as estudantes, como o Projeto “Escola sem Partido”; pela militarização das escolas; pela entrada das Organizações Sociais e de outras formas de privatização, entre outros ataques.
Não à toa, foi no âmbito da Educação que ocorreram as principais lutas dos últimos anos, com greves, manifestações, bloqueios e ocupações, muitas vezes em unidade entre estudantes e trabalhadores.
No Rio de Janeiro, onde um estado de calamidade pública fora decretado, a greve dos bravos professores e professoras estaduais já é considerada uma das mais duradouras e o governo Pezão responde com intransigência na negociação, corte de ponto, judicialização e repressão policial. Várias escolas resistem ocupadas por estudantes secundaristas, processo que se iniciou em maio deste ano, na Ilha do Governador.
A Seção Sindical IFSC do SINASEFE (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) se solidariza e declara total apoio à greve do SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro)!
Por uma Educação pública, gratuita, laica e de qualidade que atenda as necessidades humanas!
Por uma greve unificada da Educação que aponte para a construção de uma greve geral dos trabalhadores!
Nenhum corte a mais! Nenhum direito a menos!