Os relatos ouvidos na última assembleia geral do Sindicato não poderiam ser mais esclarecedores. O controle eletrônico de frequência, implantado pela Reitoria do IF-SC contra a vontade da maioria dos servidores, está absolutamente fora de controle. Nem foi preciso esperar o prazo de seis meses para perceber que, com raríssimas exceções, o sistema simplesmente não funciona.
Os sindicalizados questionaram a existência de dois mecanismos de controle da freqüência, contrariando a própria resolução e deixando clara a fragilidade do sistema implantado. Segundo informações na maioria dos campi, o sistema não funciona adequadamente e os servidores não têm segurança de que a presença está sendo registrada.
Parece que o problema não está apenas na leitura das digitais, mas também na dificuldade de gerenciamento dos horários. A soma de uma sequencia de falhas, como a falta de planejamento, uma possível compra mal feita e a ausência de treinamento adequado, só podiam ter dado no que deu. O Sinasefe sempre alertou que o ponto eletrônico não traria qualquer benefício em termos de aumento de qualidade ou produtividade dos servidores. Afinal, como diz o slogan da campanha, o ponto não garante compromisso com o trabalho. Ainda mais um que não funciona.
O resultado é que hoje boa parte dos servidores do IF-SC está tendo que conviver com duas formas de controle de freqüência: uma eletrônica (quando funciona) e outra na base do papel. Uma situação confusa que poderia ter sido evitada se o bom senso tivesse prevalecido.
O momento agora exige reflexão, serenidade e sabedoria por parte dos dirigentes da Instituição. As opções estão dadas. Continuar neste estado de insegurança ou abolir o controle eletrônico de frequência, voltando à forma anterior de registro de presença, que nunca apresentou problema e ajudou a dar ao antigo CEFETSC o título de melhor Centro Federal do país.