Eleita no final do ano passado, a nova Diretoria da Seção Sindical IFSC realizou sua posse solene na noite da última quinta-feira, dia 18/02, no auditório da Reitoria. A cerimônia, seguida de coquetel, contou com a presença de diversos servidores do IFSC, além de funcionários do Sindicato, dos Diretores Gerais dos Câmpus Fpolis e Continente, de representantes da Diretoria Geral do Câmpus São José e de várias entidades da região, entre elas CSP-Conlutas, CUT/SC, ANEL, PSTU, Sindicato dos Bancários de Fpolis, Andes, Sintufsc, Sintudesc e Sindprevs. Representantes da Assessoria Jurídica da Seção, SLPG Advogados Associados, e da Mongeral Aegon Seguradora, também prestigiaram a solenidade.
O ponto alto da posse foi a exposição do professor Alexandre Ferraz, dirigente da APEOESP, Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo. Em pouco mais de 40 minutos, Ferraz abordou aspectos do cenário político e econômico nacional e internacio-nal, destacando as características e os desafios colocados pelo que ele chama de crise estrutural do sistema capitalista.
Integrante da corrente Sindical “Renovar pela Luta” e da organização política “Espaço Socialista”, o professor da área de química e ciências da natureza, Alexandre Ferraz, é taxativo ao afirmar que a crise do capital não é momentânea e sim estrutural. De acordo com ele, isso explica o acirramento das medidas que visam um ataque sistemático ao trabalho e aos direitos conquistados pela classe trabalhadora ao longo das últimas décadas. “Para vencer a crise, o capital precisa lançar mão de medidas que diminuam o custo do trabalho, como o arrocho salarial, a retirada de direitos, a reforma do sistema de aposentadorias e a diminuição dos gastos públicos”, afirma.
Aos trabalhadores, segundo ele, não resta alternativa senão a sua organização como classe, através da articulação das lutas entre as diversas categorias, tanto no setor públi-co quanto no privado, visando não apenas os objetivos imediatos, como a melhoria do salário e a conquista de benefícios, mas também e principalmente o objetivo estratégico maior, que é a derrota do capital e do seu sistema de trabalho assalariado.
Nesse aspecto, ele destaca a urgência da luta pela independência da classe trabalhado-ra, que passa necessariamente pelo fim da burocratização das entidades, de forma a evi-tar o que ele chama de descolamento da Direção de suas bases.
Ao encerrar sua palestra, citando um trecho do livro “Salário, preço e lucro”, de Karl Marx, o professor Alexandre Ferraz destacou a importância da perspectiva socialista nas lutas dos trabalhadores. “Não podemos nunca perder de vista nosso objetivo maior, que é a construção de uma sociedade onde o sistema de trabalho assalariado seja abolido, de forma que a riqueza possa ser apropriada democraticamente por todos”, encerrou.