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12 de julho de 2022

Participantes avaliam Jornada de Lutas em Brasília

Participantes avaliam Jornada de Lutas em Brasília

A "Jornada de Luta pela recomposição dos orçamentos, pela reposição salarial, pela negociação coletiva contra as privatizações" foi uma convocação da última reunião do FONASEFE (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais), entidade da qual o SINASEFE faz parte. Nosso sindicato fez chamado às bases, orientando para comparecimento entre os dias 4 a 7 de julho, em Brasília.

A caravana da Seção IFSC, composta pelos sindicalizados Felipe Acácio Jacques (docente aposentado do Câmpus Florianópolis), Jucélio Kulmann de Medeiros (docente do Câmpus Florianópolis – Continente), Soelge Mendes da Silva (docente do Câmpus Palhoça Bilíngüe) e Paula Ramos de Mello (TAE do Câmpus Palhoça Bilíngüe), esteve presente em todas as atividades da Jornada. Além dos representantes da Seção, tivemos as companheiras Sônia Adão e Elenira Vilela e o companheiro Odemir Vieira, enquanto membros da Direção do SINASEFE, cumprindo atividades do Sindicato Nacional.

No dia 4, as atividades foram concentradas na parte da tarde, na recepção de parlamentares no aeroporto. Havia pouca movimentação de servidores, assim como pouca chegada de políticos, mas a atividade, pelo número de presentes, foi exitosa no sentido de marcar presença e fazer barulho, atraindo a atenção das demais pessoas que passavam pelo local. A mesma atividade foi repetida na manhã seguinte, quando houve mais participantes, porém pouca interação com políticos. A participação do SINASEFE foi mais marcante, com mais membros e com blocos de gelo e painel móvel representando todos os congelamentos promovidos pelo governo Bolsonaro. Próximo ao horário de término, o grupo adentrou em massa no saguão do desembarque, como último esforço, sabendo-se do risco possível. O destaque foi a lamentável ação da Polícia Militar do Distrito Federal que, após pacíficas negociações com os membros mais próximos ao cordão de isolamento, espalhou sorrateiramente gás de pimenta entre os manifestantes, provocando a dispersão da atividade. Nossa companheira Sonia Adão, inclusive, foi severamente afetada pela exposição ao gás.

Na tarde do dia 5, ocorreu o ato contra as privatizações e pela recomposição dos orçamentos, em frente ao Anexo II da Câmara Federal, onde há maior movimentação de deputados em sessão plenária. Foi talvez a manifestação mais exitosa, com participação dos estudantes em greve do IFB, engrossando o movimento em número e atividades. A ação foi repetida no dia 6 à tarde, porém menos numerosa, sem a participação dos estudantes e servidores do IFB, que fizeram ato em frente ao MEC pela recomposição do orçamento e pela reposição salarial.

No dia 6 pela manhã, houve a atividade das direções sindicais nos gabinetes dos parlamentares, sensibilizando para as pautas da categoria, em especial as que estavam sendo votadas, como PEC Kamikaze e PEC contra os cortes na educação. A atividade também aconteceu no período vespertino.

Dentro do congresso, nossos militantes e dirigentes estiveram acompanhando as reuniões da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) e da Comissão de Educação (CE). Na CCJC estava em pauta a PEC 96/2019, que torna o orçamento da educação impositivo e que só poderia ser contingenciado com autorização do congresso. Com uma carta assinada por 16 entidades sindicais, de pesquisa, da ciência, estudantis e da democracia, abordamos parlamentares de todos os campos e conquistamos o reconhecimento da constitucionalidade da PEC por 40 a 12, vitória importante da educação brasileira em terreno árido. Na CE, o PL 5594/2020, que pretende limitar o direito de greve de trabalhadoras (es) da educação, corria o risco de ser votado e uma parte de nossos militantes acompanhou a sessão e ajudou na retirada da pauta. Também uma batalha que ganhamos, ainda que mais frágil.

No dia 7, tivemos a última atividade da Jornada, em frente ao Anexo II do Senado Federal: um ato pela CPI do Ministério da Educação. Foi uma atividade não muito numerosa, mas com êxito, chamando a atenção de veículos de imprensa e interagindo com pedestres e motoristas que ali passavam, satirizando a negociata do ex-ministro, Milton Ribeiro, com os pastores indicados por Bolsonaro. Desta vez, a PMDF foi bastante cordial, indicando a desobstrução da via pela própria segurança, com diálogo e sem uso de qualquer meio de coerção.

Como síntese, podemos dizer que, mesmo que os atos não tenham sido tão numerosos, como normalmente o são aqueles convocados pelo FONASEFE, a participação de cada um e cada uma sindicalizada é importante, pois traz corpo ao movimento e marca a posição das entidades contra os descalabros que estão sendo promovidos no apagar das luzes do governo Bolsonaro, assim como o apoio àquelas proposições que dialogam com as categorias do Serviço Público Federal.

Por isso, entendemos que sindicalizar-se é fundamental, e que, uma vez sindicalizado, participar ativamente da vida sindical é absolutamente necessário, afinal, só a luta muda nossa vida! Novas jornadas e novas lutas virão, independente de qual for o cenário próximo, e a participação da categoria será sempre imprescindível.

(Esse texto foi elaborado coletivamente pela delegação da Seção Sindical IFSC na Jornada de Lutas)

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