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16 de agosto de 2013

Planos de saúde do Sindicato terão reajustes diferenciados

Planos de saúde do Sindicato terão reajustes diferenciados

Sinasefe e Unimed encerraram, na última segunda-feira, dia 12/08, as negociações em torno dos reajustes dos planos de saúde Uniflex e Uniplan, cujos contratos vencem, respectivamente, nos meses de agosto e setembro. Para otimizar e facilitar a negociação, os índices dos dois contratos foram discutidos conjuntamente.

Após duas rodadas de debates, realizadas nos dias 8 e 12, a Diretoria da Seção Sindical e a Unimed conseguiram chegar a um consenso, ficando definido que a partir do próximo mês de setembro as mensalidades do Uniplan sofrerão reajuste de 16,13%, enquanto as do Uniflex serão reajustadas em 9,04%. Os números refletem o IGPM do período, acrescido do índice de sinistralidade dos planos. No caso do Uniflex, o reajuste é idêntico ao recomendado pela Agência Nacional de Saúde (ANS) para contratos de pessoa física. 

Mesmo acima da inflação, os índices ainda ficaram bem abaixo da proposta inicial trazida pela Unimed, que apresentava números variando entre 19,31% a 22,28%. Segundo a Cooperativa, a sinistralidade negativa ao longo do período foi a grande responsável pelo aumento significativo das mensalidades dos planos de saúde do Sinasefe em 2013.

A Seção Sindical conseguiu mostrar, no entanto, que a sinistralidade do Uniflex nas modalidades com coparticipação era positiva. O problema eram as modalidades sem coparticipação, que nesse primeiro ano de contrato apresentaram índices negativos bastante elevados.

Já no caso do Uniplan, a sinistralidade cresceu mais em função de procedimentos e exames não cobertos pelo Plano que tiveram de ser realizados por ordem judicial, causando um impacto negativo na planilha final de cálculos do reajuste.

A saída é a melhoria do Sistema Único de Saúde

As negociações com a Unimed esse ano reacenderam mais uma vez o debate sobre os altos custos dos planos de saúde privados para os trabalhadores.

Os elevados preços da medicina particular, o mau uso dos planos – que acabam acarretando aumento da sinistralidade e, por consequência, reajustes anuais de contratos acima da inflação, as dificuldades de atendimento, a evasão de profissionais médicos e os constantes problemas com os contratos não regulamentados trazem à tona o debate em torno da necessidade da luta pela melhoria do Sistema de Saúde Público no país.

O Sinasefe e suas Seções Sindicais têm estimulado essa discussão na base, participando, inclusive, de fóruns em defesa do SUS e contra a privatização de hospitais públicos, como é o caso do HU, com a proposta da EBSERH, e do Hospital Florianópolis, cuja administração o governo estadual pretende entregar para uma Organização Social (OS).

O peso cada vez maior da medicina privada no orçamento mensal dos trabalhadores, especialmente os servidores públicos, torna a luta por um Sistema de Saúde Público gratuito e de qualidade cada dia mais urgente e necessária.

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