Apesar dos apelos do Sinasefe, manifestados publicamente em nota no dia 28 de maio passado, a Reitoria do IFSC decidiu manter a obrigatoriedade de reposição das horas não trabalhadas em função da greve dos caminhoneiros. A Seção Sindical reitera que a medida, adotada sem qualquer processo de diálogo ou negociação, representa na prática uma punição aos servidores por conta de um problema externo, sobre o qual eles não tinham qualquer tipo de governabilidade.
A paralisação dos caminhoneiros afetou diversos setores da economia, especialmente o de transportes, e causou o desabastecimento de combustível em praticamente todos os estados, impedindo que os funcionários se deslocassem de casa para o trabalho por absoluta falta de meios para locomoção. A ausência ao trabalho, portanto, se deu por problemas absolutamente alheios à vontade dos servidores.
Mesmo assim, ao contrário de muitas outras instituições federais de educação, o IFSC demorou a suspender o atendimento na Reitoria e nos Câmpus e ainda manteve a ordem para que os servidores pagassem em horas a ausência durante os dias da greve. Uma medida arbitrária, equivocada, injusta e punitiva.
O Sindicato mantém a sua coerência e defende que qualquer tipo de reposição deva ser feita com base no trabalho acumulado, e não em horas, garantindo o estrito cumprimento dos dias letivos. Por isso, a Seção orienta os seus sindicalizados a não iniciar qualquer tipo de reposição de horários relativa à greve dos caminhoneiros, até que seja aberto pela Reitoria um processo de negociação com o Sinasefe. A proposta é que uma assembleia geral seja convocada em breve para discutir, inclusive, a possibilidade de uma paralisação geral das atividades, caso não se consiga avançar para uma solução negociada desse problema.
Florianópolis, 13 de junho de 2018
(Diretoria do SINASEFE Seção Sindical IFSC)