Termina no próximo domingo, dia 15 de maio, o prazo de inscrições de servidores para as vagas de representantes dos técnicos e docentes em três órgãos colegiados do IFSC: Conselho Superior (CONSUP), Comissão Própria de Avaliação (CPA) e Colegiado de Desenvolvimento de Pessoas (CDP), este último composto por duas comissões, a CIS (Comissão Interna de Supervisão) e a CPPD (Comissão Permanente de Pessoal Docente). O mandato de todos os órgãos é de dois anos, de julho de 2016 a junho de 2018.
No CONSUP, são cinco vagas para representantes titulares e cinco para suplentes de cada segmento. Na CPA, são três titulares e três suplentes para cada um dos segmentos. Já para o CDP, será eleito um representante por câmpus/Reitoria em cada segmento, sendo que o candidato docente mais votado por região será o presidente da CPPD e o candidato técnico-administrativo mais votado por região será o presidente da CIS.
A escolha dos representantes será feita por meio de votação eletrônica entre os dias 1º e 3 de junho próximo. Essa modalidade de votação tem sido alvo de duras críticas por parte do Sindicato ao longo dos últimos anos, todas elas expressas em assembleias e demais fóruns deliberativos da Seção. Nas últimas eleições para a Reitoria do IFSC, por exemplo, os servidores aprovaram em assembleia geral uma posição contrária à votação eletrônica, exigindo voto presencial na Instituição. A Seção Sindical também entregou para o então Secretário da SETEC, Marcelo Feres, um documento apontando uma série de fragilidades no sistema de votação “online”.
Importância dos Colegiados
Independente da forma de votação, a eleição de representantes técnicos e docentes para os órgãos colegiados do IFSC adquire importância fundamental, sobretudo por se tratar de espaços institucionais cujas decisões impactam diretamente na vida de cada um dos membros da comunidade acadêmica.
Membro do Conselho Superior, o professor Marival Coan, do câmpus Florianópolis, entende que o CONSUP representa muito para a vida institucional do IFSC. Para ele, a instituição será mais ou menos democrática de acordo com a ação dos membros que o compõem. “Podemos citar o caso do último pleito para a Reitoria, em que professores, TAEs e alunos esperavam eleições com segundo turno em caso de existir mais de dois candidatos e por manobras internas, inclusive contra a vontade da própria comissão eleitoral, o CONSUP acabou por tirar este direito da comunidade”, analisa. Na opinião do professor, “o Conselho precisa ter voz e participação ativa na comunidade e não ser apenas um conselho burocrático e de respaldos de ações da gestão institucional”.
Já o técnico administrativo Marcos Dorval Schmitz, do Câmpus São José, representante do segmento classista da sociedade civil no Conselho, lembra que o CONSUP, órgão máximo do Instituto Federal, é regulamentado no artigo 13 do Estatuto do IFSC, como sendo de caráter consultivo e deliberativo. Ele avalia que muitos talvez não tenham dado a devida importância que o Conselho tem, mas é nele que se tratam questões de diretrizes de políticas institucionais, proposta orçamentaria, criação de cursos, normas e formas de escolha dos dirigentes, além de apreciar as contas da instituição. Ele é “um importante espaço que deve ser ocupado por representantes dispostos a tocar esse trabalho em sintonia com os anseios dos trabalhadores”, destaca.
O Colegiado de Desenvolvimento de Pessoas (CDP), por outro lado, é um órgão normativo e consultivo formado por representantes dos técnico-administrativos (CIS – Comissão Interna de Supervisão), docentes (CPPD – Comissão Permanente de Pessoal Docente) e membros natos (Pró-reitor (a) de Administração, Pró-reitor (a) de Desenvolvimento Institucional, Pró-reitor (a) de Ensino e Diretor (a) de Gestão de Pessoas), objetivando subsidiar a Reitoria quanto às políticas de pessoal. Quem explica o funcionamento do Colegiado é a representante dos TAEs no CDP, a servidora técnica, Larissa Becker, do IFSC Chapecó. Ela lembra que o Colegiado de Desenvolvimento de Pessoas é um órgão integrante da estrutura do IFSC, juntamente com os demais colegiados. “O CDP trabalha diretamente com a vida funcional dos servidores, por isso, sua grande importância. Entendo que participação e comprometimento são essenciais para enfrentar os desafios encontrados nesse colegiado”, afirma.
Todas as informações necessárias para a candidatura de servidores, como a qualificação dos candidatos, os documentos exigidos e as regiões de votação, estão disponíveis aqui.