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2 de junho de 2010

Repressão e violência marcam os protestos contra o aumento das tarifas

A repressão violenta aos movimentos sociais em Florianópolis ganha a cada dia maiores proporções.  Na noite de ontem, a Polícia Militar voltou a atacar, de forma truculenta, os protestos contra o aumento da tarifa de transporte coletivo na capital, desta vez invadindo a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), sem qualquer permissão do reitor da entidade, num exemplo acabado de total desrespeito às leis e ao regime democrático. Seis manifestantes acabaram detidos.

Essa não é a primeira vez que a PM investe contra as manifestações promovidas pela Frente de Luta pelo Transporte Público. Nas últimas três semanas, foram diversas prisões arbitrárias e muita violência gratuita, além de ameaças ao direito à informação e cerceamento da liberdade de expressão e pensamento.

No dia 21 de maio, dois manifestantes e um repórter do grupo RBS foram presos. O jornalista foi algemado enquanto fazia a cobertura dos acontecimentos, teve a camisa rasgada pelos policiais e ainda foi colocado num camburão, onde permaneceu por cerca de uma hora. No depoimento, o profissional de imprensa disse que o militar o agrediu com golpes de cassetete no pescoço. Na mesma ocasião, um repórter fotográfico do Diário Catarinense teve a lente da câmera quebrada pela Polícia.

No dia 25, durante nova manifestação, mais quatro estudantes foram detidos. Um dia depois, em meio a uma ?bicicletada?, um carro do Patrulhamento de Policiamento Tático (PPT) passou por cima da roda da bicicleta de um dos manifestantes. Os policiais ainda teriam agredido verbal e fisicamente as pessoas que participavam do protesto. No dia 27, um ônibus da PM levou seis manifestantes presos, sendo dois deles menores de idade. Ao todo, até agora, foram mais de 20 detenções.

Em nota pública divulgada hoje, a UDESC condenou os ataques realizados dentro do campus, disse que vai montar um dossiê com imagens e fotos das agressões aos estudantes e entregá-lo ao Ministério Público e à Corregedoria da Polícia Militar.

Os estudantes e as entidades que compõem a Frente de Luta pelo Transporte Público, por outro lado, prometem que as manifestações vão continuar. Hoje, quarta, está programado um grande ato às 17h em frente do Terminal Integrado do Centro (TICEN), A Frente está convocando toda a população a participar.

A programação dos atos, os depoimentos, as fotos e vídeos da repressão às manifestações, podem ser acompanhadas pela internet, no endereço http://www.fltcfloripa.libertar.org/

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