A primeira reunião ampliada da Seção Sindical durante a pandemia, realizada de forma remota na noite da última quinta-feira (25/6), contou com expressiva participação dos servidores do IFSC, chegando a registrar mais de 50 pessoas na sala virtual. O encontro, que tinha como pautas principais a resistência à intervenção e o debate sobre as questões que envolvem um eventual retorno das atividades presenciais no início de agosto, levantou pela primeira vez a possibilidade de greve no Instituto.
A primeira parte da reunião foi dedicada aos informes gerais da diretoria do sindicato, onde foram destaques o encontro realizado pela Direção Nacional do Sinasefe com as Seções Sindicais da região Sul, no dia 10 de junho; o processo movido na Polícia Federal pelo interventor, André Dala Possa, contra o Coordenador da Seção, Odemir Vieira; a campanha de solidariedade em tempos de pandemia, que repassou até o momento para o Comitê Popular de Solidariedade em Santa Catarina um total de R$ 5.238,00; o Encontro Regional Sul de Mulheres, ocorrido no dia 22/6, onde várias mulheres expuseram sua realidade de trabalho durante a pandemia; e as próximas eleições para o CONSUP, com ênfase na importância da ocupação de espaços nas instâncias deliberativas da Instituição.
No ponto sobre as estratégias de enfrentamento contra a intervenção, os participantes foram unânimes em enfatizar que não existe normalidade no Instituto, e não apenas por conta da pandemia, mas também porque o IFSC está sob intervenção do MEC, com o representante do Ministério quebrando totalmente a autonomia da Instituição. Algumas sugestões de propostas foram levantadas, para serem posteriormente discutidas e encaminhadas pela DSS, como a elaboração de um abaixo-assinado virtual, solicitando a renúncia do interventor; a luta para suspender o calendário escolar, a construção de um debate sobre a possibilidade de deflagração de greve no Instituto e a necessidade de realizar pressão política nas Comissões de Educação da Câmara Federal e do Senado, além de pressionar individualmente cada parlamentar, em conjunto com as Seções do IFRN e CEFET/RJ.
No último ponto da pauta, os servidores avaliaram como totalmente inviável qualquer iniciativa para retomada das atividades presenciais no IFSC a partir do dia 3 de agosto. Esse é um debate complexo e que envolve muitas questões de segurança e saúde, inclusive aquelas previstas pela NR-15, que trata especificamente do adicional de insalubridade. A conclusão da reunião é que, apesar das pressões internas para o retorno, dificilmente será possível realizar atividades presenciais a partir de agosto, pois as condições e as exigências em termos de protocolo de saúde e segurança exigidos nesse caso estão muito longe de serem cumpridos.
As propostas nesse ponto são bem claras: priorizar a saúde dos servidores e alunos e, caso o indicativo do dia 3 de agosto seja mantido, a deflagração de greve deve ser considerada, pois não existe segurança para a volta ao trabalho presencial nesse momento. Nesse sentido, os servidores avaliaram como fundamental a necessidade de participação do Sinasefe no Comitê de Crises e nas Comissões dos Câmpus, além de um posicionamento oficial dos Colegiados a respeito do tema.
(Assessoria de Comunicação do SINASEFE Seção Sindical IFSC)