Um festival de desculpas e quase nenhuma explicação convincente. Assim pode ser resumida a reunião realizada na última terça-feira (7/3) com representantes da Benevix para tratar do reajuste dos dois planos de saúde contratados pela Seção Sindical.
No encontro, o Sindicato expôs todo o descontentamento da categoria, não apenas com o alto índice de reajuste, mas também com a absoluta falta de atendimento para as demandas que diariamente são trazidas à Seção e encaminhadas à Administradora. A demora em comunicar o reajuste, cujo índice só chegou ao Sinasefe por meio dos próprios sindicalizados, e a falta de transparência nos números também foram colocados na reunião. Esse atraso na comunicação, inclusive, pode levar ao rompimento do contrato, na avaliação da assessoria jurídica da Seção Sindical.
A Benevix culpa a sinistralidade pelo índice de quase 40% e afirma, sem mostrar quaisquer dados, que a Seção é a entidade que apresenta a maior utilização do plano, entre todos os sindicatos e associações que compõem o que eles chamaram de “pool”, cuja sinistralidade, segundo a Administradora, é levada em consideração para definição do reajuste a ser aplicado nos planos administrados por ela. O sindicato cobrou números que comprovem essa informação e também solicitou à Benevix o documento em que a Seção autoriza a participação da entidade nesse pool.
Além de relatar os inúmeros problemas de atendimento, como o 0800 que não atende e o Whatsapp que não funciona, as funcionárias do sindicato presentes na reunião colocaram também um problema grave que somente agora foi descoberto: a impossibilidade de migração do Uniflex oriundo do Uniplan, que vence em dezembro, para o Uniflex antigo, cuja data-base é setembro. A Benevix argumenta que isso acontece porque “é um plano distinto”. Resposta estranha, porque para aplicar o mesmo reajuste nos dois contratos, ainda que em meses diferentes e, portanto, com índices inflacionários distintos, o contrato é igual, mas para permitir a migração ele é considerado diferente.
A reunião terminou sem qualquer encaminhamento concreto em termos de revisão de índice. A administradora afirmou com todas as letras que a chance de isso acontecer é zero. Eles se comprometeram apenas em encaminhar relatórios mais detalhados da sinistralidade, sempre respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e voltar a cumprir o contrato, avisando o sindicato com antecedência sobre os índices de reajuste.
O encaminhamento da Seção Sindical agora é levar a questão do Plano de Saúde para a assembleia, para que a categoria decida, em última instância, quais medidas devem ser adotadas nesse caso.
(Assessoria de Comunicação do SINASEFE Seção Sindical IFSC)