Os servidores do IFSC não vão aceitar passivamente o fechamento da Instituição, por conta dos cortes anunciados pelo governo. Reunidos em assembleia geral na última quinta-feira, dia 9/5, eles decidiram, por unanimidade, paralisar as atividades do Instituto em todos os Câmpus, no próximo dia 15 de Maio, Dia Nacional em Defesa da Educação.
Técnicos, docentes e estudantes de vários locais de trabalho, sobretudo da região metropolitana da capital, lotaram a sala 103 do bloco Central do Câmpus Florianópolis e aprovaram, também por unanimidade, a adesão da categoria à Greve Geral marcada pelas Centrais Sindicais para o dia 14 de junho.
A orientação para próximo dia 15 de maio é que cada Câmpus busque articular a sua participação no calendário de lutas e nas atividades em sua respectiva região. Na capital, além de uma aula pública na região do centro, as entidades sindicais, estudantis e do movimento social vão realizar um ato unificado, com concentração a partir das 15h, em frente à Catedral Metropolitana. Estudantes e servidores da grande região de Florianópolis, independente de suas atividades locais ao longo do dia, devem se organizar para a participação no ato conjunto, na parte da tarde.
Os informes dos Câmpus, logo no início da assembleia, mostraram que o grau de mobilização e unidade é muito forte entre trabalhadores e estudantes do IFSC. Os alunos estão organizados e articulados com estudantes de outras instituições de ensino de Santa Catarina, por meio de trabalho de várias entidades e movimentos representativos do segmento discente. Os servidores também vêm organizando atos e reuniões locais em vários Câmpus, desde que o MEC anunciou, no dia 30/4, o corte de aproximadamente 30% do orçamento das Universidades e Institutos Federais.
A situação é grave em termos gerais. O Câmpus São José, por exemplo, informou que, após reunião do seu Colegiado, decidiu suspender imediatamente todas as suas bolsas e projetos de pesquisa e extensão, sinalizando para a sociedade que o corte decretado pelo governo ameaça desde já a continuidade do trabalho da Instituição e não apenas a partir do final do ano, como o MEC tenta fazer crer. O Câmpus Continente também informou que não sabe como vai fazer para custear seus insumos e visitas técnicas.
O clima é de efervescência em todos os Câmpus e, por conta disso, a assembleia geral elegeu também uma comissão, composta por servidores e estudantes, que ao longo dos próximos dias vai trabalhar a confecção de materiais e articular estratégias de mobilização para a paralisação do dia 15 e o ato na capital.
(Assessoria de Comunicação do SINASEFE Seção Sindical IFSC)