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A Seção Sindical IFSC do Sinasefe aderiu ao Plebiscito Popular Por um Brasil mais Justo. Com o fim das férias docentes e início do semestre 2025/2, o processo de coleta de votos nos Câmpus e na Reitoria vai começar já na próxima semana, com o envio dos kits de votação para os representantes sindicais nos locais de trabalho. Junto com o material de votação, a Seção está enviando também um documento contendo orientações para a realização do Plebiscito.
O Plebiscito Popular 2025 é uma consulta pública organizada por movimentos sociais, centrais sindicais, juventudes, artistas, entidades de fé e partidos progressistas. O objetivo é ouvir a população sobre importantes demandas sociais e tributárias, a fim de mobilizar e pressionar o poder público. A votação acontece desde julho e vai até setembro. Os resultados serão divulgados no Grito dos Excluídos e depois entregues ao presidente Lula, ao Congresso Nacional e ao STF.
Lançado com grande articulação no dia 10 de abril em São Paulo, na USP, com apoio de CUT, MST, Povo Sem Medo, PT, PSOL e centrais sindicais, o Plebiscito pretende se constituir também numa ferramenta de educação popular e pressão direta ao Congresso, diante da resistência de uma base parlamentar conservadora.
A votação do Plebiscito contém três perguntas centrais:
- Você é favorável à redução da jornada de trabalho sem redução salarial?
- Você apoia o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho seguidos por um dia de folga) para trabalhadores que não desejam esse regime?
- Você concorda que quem ganha até R$?5?mil por mês seja isento de Imposto de Renda, e que bilionários sejam tributados para compensar?
Sobre a primeira pergunta: a proposta defende a redução da carga horária semanal sem reduzir salários, e o fim da exaustiva escala 6×1, uma pauta histórica do movimento sindical e de outros movimentos, como o “Vida Além do Trabalho”. Pesquisas recentes mostram que 65% dos brasileiros associam menos dias de trabalho à maior qualidade de vida. Além disso, 65% da população apoia a redução da jornada para 36 horas semanais, com adesão ainda maior entre jovens e trabalhadores de renda mais baixa.
Sobre a segunda e terceira perguntas: a proposta prevê isenção total do IR para quem recebe até R$?5?mil mensais, com faixas com redução progressiva para quem ganha entre R$?5?mil e R$?7?mil. Além disso, os super-ricos (acima de R$?50?mil por mês), especialmente nos lucros e dividendos, seriam tributados de forma mais rígida, incluindo uma alíquota de até 10% sobre dividendos e criação de um tributo mínimo para altas rendas. Confira aqui estudo do Dieese sobre o tema.
O Datafolha mostra que 70% dos brasileiros são favoráveis à isenção de IR para quem ganha até R$?5?mil, enquanto 76% apoiam uma tributação crescente para quem ganha mais de R$?50?mil. O governo federal encaminhou ao Congresso um projeto de lei, com vigência a partir de 2026, que amplia a faixa de isenção e mantém faixas reduzidas até R$?7?mil. Estimativas da equipe econômica indicam impacto de R$?27 bilhões por ano. Na sociedade, internautas ressaltam que a medida traria grande alívio financeiro para quem ganha até R$?5?mil, mas que a proposta precisa ser atualizada com base na inflação.
Pegue aqui as orientações para a realização do Plebiscito na Reitoria e nos Câmpus.
(Assessoria de Comunicação do SINASEFE Seção Sindical IFSC)
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