O carnaval se aproxima e as aglomerações em espaços públicos e privados tendem a aumentar e, consequentemente, as importunações sexuais e assédios de toda ordem contra as mulheres. Por isso, o Sinasefe vem a público reforçar que "não é não" em quaisquer circunstâncias, bem como o respeito que deve prevalecer entre os sujeitos, inclusive nos espaços de luta.
Historicamente, as mulheres têm sido vítimas de violências diversas concretizadas em assédios, feminicídios, misoginia, objetificação e humilhação, tanto no Brasil, como no mundo. No contexto brasileiro, isso foi potencializado a partir do golpe de 2016 e, sobretudo, no governo Bolsonaro. Nascer, ser e viver como mulher nesta sociedade estruturalmente patriarcal e machista definitivamente são difíceis desafios diários que nós, mulheres, enfrentamos e nem sempre sobrevivemos para vivenciar essas fases. Muitas de nós não vivemos plenamente, só sobrevivemos, sobretudo as mulheres pretas e pobres. Somos ensinadas por esta sociedade, desde criança, que o fato de não sermos homens brancos nos coloca compulsoriamente em condições de subserviência, silenciamento e invisibilização.
Não fosse só isso, somos assediadas e mortas pelo fato de sermos mulheres. Nesse sentido, esta Seção Sindical repudia veementemente atitudes misóginas e machistas no Sinasefe, no IFSC e em quaisquer outros espaços, porque é compromisso do Sinasefe lutar pela classe trabalhadora e seus direitos e também contra o machismo e o patriarcado. Somos maioria na diretoria, na equipe de funcionárias e, mesmo que não fôssemos, merecemos respeito e direito de viver livremente sem medo neste espaço que é um sindicato unificado e de luta.
Por fim, consideramos urgente e necessário rever nosso regimento e criar a "Coordenação de Política para Mulheres", a exemplo da estrutura da direção nacional do Sinasefe, de forma a fortalecer e fomentar ainda mais as lutas a favor das mulheres nesta Seção Sindical e nos espaços onde estamos.
Esta nota foi produzida pelas mulheres da Diretoria Executiva a partir de uma atitude machista vivenciada por uma sindicalizada na Plenária de Delegados do dia 17/12/2022.
(Diretoria do SINASEFE Seção Sindical IFSC)