Representantes do Sinasefe e da Reitoria do IFSC realizaram na manhã última terça-feira, dia 28/06, mais uma rodada de negociação, visando estabelecer um cronograma e uma pauta mínima de debates sobre as reivindicações mais urgentes da categoria.
Os dois principais assuntos discutidos no encontro foram a liberação de dirigentes sindicais e representantes de base para as atividades do sindicato e a elaboração de um calendário de negociações em torno das demandas dos servidores. Houve acordo entre as partes de que a liberação deve ser viabilizada por meio da formalização da Mesa Permanente de Negociação entre a Reitoria e a Seção Sindical, tema que será discutido e aprofundado em novo encontro no dia 15 de julho.
Nessa reunião, também deverão ser definidos o cronograma dos próximos encontros e uma pauta mínima para debate das demandas mais urgentes dos técnicos e docentes, como a carga horária dos professores, a insalubridade e periculosidade e a capacitação dos TAEs.
Ao falar sobre a insalubridade e a periculosidade, a Reitora do IFSC adiantou que uma das propostas é ampliar a composição da Comissão Permanente de Prevenção de Riscos à Saúde dos Servidores (CPPRS), hoje muito restrita a questões técnicas, garantindo inclusive a participação do Sinasefe nesses debates.
No final da reunião, os representantes do sindicato voltaram a insistir na urgência e na importância do debate sobre uma pauta mínima reivindicações, com especial atenção para os técnicos, uma vez que a partir de janeiro de 2017 esse segmento não terá mais nenhum reajuste, ao contrário dos docentes, cuja reestruturação das tabelas salariais vai até 2019.
Breve histórico
A formalização de uma Mesa Permanente de Negociação com a Reitoria é uma antiga reivindicação dos servidores do IFSC, que começou a ganhar corpo na assembleia geral do dia 18 de agosto de 2014, quando a proposta foi aprovada pela categoria. Um mês depois, no dia 24 de setembro, em meio às comemorações dos 105 anos do Instituto, a Mesa foi instalada oficialmente em reunião no gabinete da Reitora. Em novembro do mesmo ano, o Sinasefe escolheu em assembleia os nomes dos representantes do Sindicato que iriam fazer parte da Mesa Permanente de Negociação, sendo três da Diretoria e dois da base. A partir dali, impasses em torno da proposta de regimento da Mesa levaram à interrupção dos trabalhos. Um ano depois, no início de setembro, durante a paralisação dos servidores de 2015, o Comando Geral de Greve chegou a se reunir com a reitora para mais uma tentativa de retomar o processo de negociação permanente, mas o encontro acabou restrito às questões mais urgentes da greve.
Agora, a DSS volta a trabalhar no sentido de colocar a Mesa em funcionamento o mais rápido possível, para que se possa discutir e negociar com a Reitoria as reivindicações e demandas levantadas pelos servidores, como a portaria 17 do MEC, a insalubridade e periculosidade, as remoções no IFSC, o controle de frequência, a democracia nos câmpus, a capacitação dos TAEs, entre outros.