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1 de outubro de 2007

Somos todos gestores: pelo controle social do CEFET-SC

O CEFET-SC vem adquirindo na última década uma relativa complexidade didático-pedagógica e administrativa. Há, por conta desta realidade, uma forte tendência em aumentar a divisão social do trabalho no interior da instituição.

 

Com uma presença cada vez mais estadualizada das nossas Unidades, impõe-se uma dinâmica de gestão que exige, por um lado, ampliar a autonomia das Unidades – didática e administrativamente – e por outro, integrar todas as Unidades nos sistemas de gestão instituídos nacionalmente – de pessoal, orçamentário-financeiro e compras (SIAPE, SIAFI, pregões, etc.). A condição de Autarquia federal impõe à instituição um sistema de gestão que deve articular a identidade local do CEFET-SC, marcada por conquistas democráticas, com princípios republicanos da administração pública instituídos em lei.

 

Esta complexidade administrativa-pedagógica, acentuada na última década, tem levado a uma progressiva alienação dos servidores (docentes e técnico-administrativos) da vida cotidiana do CEFET-SC, ou seja, não se reconhecem como formuladores das políticas institucionais implementadas.

 

Saber hoje quais as atividades institucionais internas e principalmente externas que o CEFET-SC desenvolve está cada vez mais difícil. Não se trata de acesso a informações, pois os boletins informativos têm dado relativa cobertura aos fatos. Trata-se, efetivamente, de desenvolver nossa capacidade de avaliação e formação de juízo sobre as atividades institucionais em curso dentro da instituição. Esta situação constitui-se num terreno fértil para que se desenvolvam grupos de interesses dentro do CEFET-SC, dado à ausência de um pensamento crítico que possa avaliar os inúmeros projetos em andamento, como, por exemplo, a Escola de Fábrica, a Universidade Aberta, os cursos de extensão remunerados, a relação INTEC com o CEFET-SC, etc.

 

Este quadro de alienação tende a estabelecer uma progressiva distinção entre servidor e gestor dentro da instituição. Cabe lembrar que não temos uma carreira específica de gestores no CEFET-SC. Logo, todos os membros da carreira técnico-administrativa e docente são os potenciais gestores da instituição. Os gestores são e serão forjados no cotidiano da instituição. Não há ninguém que seja insubstituível.

 

Ao contrário do que poderia pensar um tecnocrata diante da complexidade do fazer administrativo do CEFET-SC, não será a permanência (cristalização) de gestores por oito ou dez anos nos cargos de direção que determinará a eficiência da gestão administrativa da instituição. O mérito de um gestor está exatamente em forjar durante o seu mandato novas lideranças para assumirem suas atuais responsabilidades, o que permitiria que o mesmo voltasse à condição de ?fermento na massa? contribuindo com sua experiência na sala de aula, nas reuniões de área e no seu grupo de pesquisa.

 

Temos que reverter este perigoso estado de alienação institucional e cristalização administrativa. Desenvolver um pensamento crítico no âmbito da instituição, que se torne presença permanente no cotidiano do CEFET-SC, é condição sine qua non para garantir que o CEFET-SC torne-se parte da res pública (coisa pública), evitando, assim, que a instituição fique refém de políticas de governos de plantão.

 

Despersonalizar o processo eleitoral para Direção Geral do Sistema CEFET-SC, centrando nossos esforços na construção de uma plataforma político-administrativa para a gestão 2008-2011 em torno do tema ?O CEFET QUE QUEREMOS? deve ser, no meu entender, o primeiro passo para revertermos o distanciamento do servidor sobre os destinos do CEFET-SC.

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