Embora cinco centrais sindicais (CUT, Força Sindical, UGT, NCST e CSB), tenham anunciado, na última sexta, dia 1º de dezembro, o cancelamento da greve, o movimento está mantido na base de diversas categorias de trabalhadores em todo o país. A CSP-Conlutas publicou uma nota no mesmo dia criticando a decisão, que foi tomada pela cúpula das entidades, por telefone, sem qualquer consulta às bases nos estados. “Este recuo significa abrir mão de uma ferramenta fundamental, que é a Greve Nacional, uma grande oportunidade de, pela ação direta, enterrarmos de vez essa reforma que acaba com a nossa aposentadoria e vem sendo articulada à base da compra de votos por um governo e um Congresso Nacional corruptos a serviço da burguesia desse país”, diz a nota.
A intersindical Central da Classe Trabalhadora também se manifestou, dizendo que não participou da decisão do cancelamento. “Ainda que a votação da reforma da previdência não aconteça nessa semana, o projeto continua sendo prioridade do governo e constitui um enorme ataque aos direitos da classe trabalhadora no Brasil. As razões para a mobilização da classe no dia 05 continuam”, declara a entidade.
O Sinasefe Nacional também reafirmou a participação da categoria na Greve Geral, mantendo todos os atos e atividades de mobilização nos estados, como panfletagens de rua, realização de assembleias, debates, pressão sobre os deputados federais nos aeroportos e agendas públicas dos parlamentares, campanha nas redes sociais, etc.
Aqui em Santa Catarina, o Fórum de Luta em Defesa dos Direitos também se manifestou conta o cancelamento da greve e manteve a convocação para que todas as categorias participem da mobilização no dia 5. “Não podemos confiar que a PEC 287 não será votada na semana que vem e precisamos mostrar que somos contra esse projeto! Só o povo na rua poderá barrar mais esse ataque! É hora de parar o comércio, os transportes, as escolas, as universida¬des, as indústrias, seu local de traba¬lho e vir para o ato”, marcado para este dia 5, a partir das 15h, no Ticen, conclui o manifesto.
(Assessoria de Comunicação do SINASEFE Seção Sindical IFSC)