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A sede estadual do partido Unidade Popular pelo Socialismo (UP), em Florianópolis, foi invadida por forças policiais de Santa Catarina, na manhã desta quinta-feira, dia 27/11. Segundo dirigentes, a porta foi arrombada, o espaço revirado e materiais como computadores, documentos internos, celulares e cadernos foram levados. O partido não foi notificado previamente sobre qualquer mandado judicial.
No mesmo horário, militantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) despertaram com viaturas da Polícia Militar, Civil e até do Choque em suas casas e tiveram seus celulares, computadores e outros itens pessoais apreendidos. A polícia argumenta que as ações fazem parte de investigações envolvendo ocupações de áreas públicas e recentes protestos organizados pelos movimentos.
A direção da UP, entretanto, classificou a operação como “violenta, ilegal e de caráter político”, acusando o governo de Santa Catarina de tentar criminalizar organizações populares que atuam na defesa da moradia, dos direitos sociais e da democracia. A diretoria do partido afirma que não houve notificação prévia, intimação ou aviso formal. “Se houvesse necessidade de busca, o partido poderia fornecer a chave, sem necessidade de arrombamentos”, afirmam as lideranças.
Entidades sindicais, universitárias e coletivos de direitos humanos manifestaram solidariedade ao partido e ao MLB, denunciando a escalada autoritária no estado. O episódio ocorre semanas após o governador Jorginho Mello (PL) ter sido criticado por declarações e gestos considerados intimidatórios contra defensores de direitos humanos, o que reforça o clima de perseguição política. A UP anunciou que adotará medidas judiciais para contestar a legalidade das buscas e exigir a devolução dos materiais recolhidos.
Imediatamente após a invasão, o partido convocou uma plenária de solidariedade em sua sede e mobilizações em diversas cidades catarinenses para denunciar a operação e reivindicar respeito às garantias constitucionais.
A Diretoria do SINASEFE Seção Sindical IFSC se soma a outras entidades e também manifesta sua solidariedade à UP, exigindo respeito ao partido. “Quem luta para que a constituição seja posta em prática, quem luta pela democracia, quem luta por moradia popular e em defesa dos trabalhadores não é bandido!”, afirma a direção do Sindicato, que denuncia ainda a explícita tentativa do fascismo de criminalizar um movimento e um partido político por parte do Estado de Santa Catarina com o claro objetivo de colocar medo em todos e todas que lutam.
(Assessoria de Comunicação do SINASEFE Seção Sindical IFSC)
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