Em 2004, ativistas travestis, transexuais e transgêneros lançaram a primeira campanha contra a transfobia no Brasil, chamada “Travesti e Respeito”, em parceria com o Ministério da Saúde, no Congresso Nacional em Brasília. A campanha visa sensibilizar educadores e profissionais de saúde, além de promover a cidadania e autoestima de travestis e transexuais.
A ANTRA, Associação Nacional de Travestis e Transexuais, organizou a campanha, que se tornou um marco na luta pelos direitos da comunidade trans. Nos cartazes, as travestis apareceram com fotos e a frase: “Travesti e respeito: já está na hora de os dois serem vistos juntos.”
Após a ação, 52 organizações da ANTRA foram incentivadas a reivindicar seus direitos localmente, resultando na celebração do Dia Nacional de Visibilidade Trans. Com o tempo, diferentes estados do Brasil têm promovido ações para aumentar a visibilidade, incluindo atos públicos, denúncias e palestras.
Apesar de alguns avanços, travestis e transexuais ainda enfrentam discriminação e violência, além de dificuldades como evasão escolar e falta de oportunidades de trabalho. Muitos abandonam a escola para evitar violências e, segundo a ANTRA, 90% das mulheres trans e travestis recorrem à prostituição devido à escassez de empregos. O Brasil continua liderando o triste ranking de assassinatos de travestis e transexuais, e ainda não há legislação específica contra pessoas LGBTQIAP+.
Lamentavelmente pessoas trans são as maiores vítimas, pois estão em primeiro lugar nos índices de mortalidade pela violência (verbal, psicológica e física) seguida de assassinato no país.