Sindicalizadas/os e dirigentes da Seção Sindical IFSC do Sinasefe participaram, neste último sábado (25/04), do ato realizado em frente ao Terminal Central (TICEN), em Florianópolis, a favor da aprovação do Projeto de Lei 896/2023, que criminaliza a misoginia no Brasil. O PL está parado na Câmara dos Deputados desde a sua aprovação no Senado, em março deste ano.
O ato de sábado, que contou com a participação de representantes da Diretoria e da base da Seção, fez parte das manifestações nacionais convocadas pelo Levante Mulheres Vivas, que aconteceram neste dia 25/04 em diversas cidades do país, sob o lema “Brasil sem Misoginia”. Na região sul, além de Florianópolis, os atos e manifestações aconteceram também nas cidades de Curitiba/PR e Pelotas/RS.
O Projeto de Lei tipifica e equipara condutas de ódio ou aversão às mulheres à Lei do Racismo (Lei 7.716/1989). Se aprovada, a norma prevê penas de dois a cinco anos de prisão, além de multa, para quem praticar, induzir ou incitar a discriminação ou o ódio contra mulheres.
Segundo reportagem publicada pelo Portal Catarinas, a proposta surge em um contexto marcado por dados alarmantes. Um levantamento do NetLab, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mostrou que, dos canais do YouTube que propagavam ódio contra mulheres em 2024, 90% seguem no ar. Além de seguirem ativos, na maioria das vezes não sofreram qualquer sanção ou exclusão.
Os números da violência física também revelam a dimensão do problema, segundo o Portal. Dados do governo federal mostram que a Central Ligue 180, do Ministério das Mulheres, registrou 1.088.900 atendimentos em 2025, uma média de cerca de 3 mil por dia. Esse total representa um aumento de 45% em relação ao ano anterior.
A reportagem cita ainda a mais recente Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, segundo a qual 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de agressão doméstica ou familiar ao longo de 2025. E esses números não passam despercebidos: aproximadamente 79% das mulheres ouvidas consideram que a violência contra elas cresceu no último ano, enquanto 71% classificam o Brasil como um país extremamente machista.
(Assessoria de Comunicação do SINASEFE Seção Sindical IFSC, com informações do Portal Catarinas)