No último dia 4, os Sindicatos filiados à Fasubra Sindical – Federação dos Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras – realizaram Assembléias Gerais em todo país e decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Até o fechamento desta edição, 38 Universidades já haviam aderido ao movimento.
De acordo com a Coordenação Geral da Fasubra, a principal luta é contra o PLP 01, que limita as despesas com o funcionalismo até 2016. Outro eixo de mobilização é a luta contra a ameaça do governo de transformar os HU”s em fundação estatal. Para a coordenação da FASUBRA, a aprovação do PLP no Congresso Nacional, como quer o governo, elimina qualquer possibilidade de recuperação das perdas, acumuladas desde 1995, congela os salários por 10 anos, inviabiliza as negociações sobre a resolução do VBC, o aprimoramento da Carreira, os recursos para reestruturação da Tabela e a ampliação dos benefícios como o plano de saúde. O PLP também compromete a qualidade dos serviços públicos, dificultando a realização de concursos, e prejudica a qualidade do atendimento à população (especialmente os seus setores mais desprotegidos), com grave prejuízo nas áreas de Saúde e Educação.
Os técnico-administrativos continuam com o menor piso e menor teto salarial do serviço público federal, segundo a Fasubra.