Entre os assuntos tratados, práticas assediosas de alguns gestores, atividades antissindicais, corte no orçamento do IFSC e atividades de exceção.
O Comando de Greve da Seção IFSC (CGS-IFSC), com membros do SINASEFE-IFSC, retomou a mesa de negociação permanente com a gestão, hoje, 02/09, no encontro com a reitora Maria Clara Kaschny Schneider, às 14h, em seu gabinete. O CGS solicitou que a reunião fosse ampliada e transferida para o auditório da Reitoria, ao que foi atendido.
Os assuntos tratados foram: prática assediosas de alguns gestores, atividades antissindicais, corte no orçamento do IFSC e atividades de exceção. Entre as decisões, no dia 11/09, sexta-feira, às 9h, haverá um debate, no auditório da Reitoria, sobre os cortes do orçamento no IFSC.
O professor Marcos Neves dirigiu o tom da conversa e citou fatos apurados pelo comando. Um dos exemplos foi o caso de um diretor de câmpus que exigiu que servidores fizessem declaração de que estavam em greve, outro sobre o corte de insalubridade de alguns grevistas e os professores que adiantaram as aulas, entre outras. A reitora falou que vai averiguar e seu posicionamento é de não ter lista de grevistas, além de não pedir este tipo de declaração. “É nosso compromisso”, assinalou.
Comentou que haverá necessidade de acordo para reposição de dias paralisados nos câmpus em que o calendário não foi suspenso. Ela se comprometeu a negociar e formalizar a questão destas aulas, junto ao Colégio de Dirigentes, para que a decisão seja tomada de forma coletiva. Explicou que a orientação é que os serviços como matrícula, por exemplo, fossem substituídos por outros servidores ou feito rodízio entre grevistas.
A gestora tem divulgado em seu blog sobre os cortes sofridos no orçamento do IFSC, como medida do Ajuste Fiscal. Ela informou que é feito um orçamento participativo nos câmpus. “O corte foi de 10%, com autonomia relativa e nos câmpus em que já é feito o planejamento dentro das prioridades é mais fácil de gerir esse remanejamento”, declara Maria Clara. O IFSC perdeu 46% dos investimentos. Alguns atrasos estão acontecendo no pagamento de obras e contratos, mas de forma gerenciada, para que não haja redução nas bolsas de estudo dos alunos.