A deterioração da educação pública não é de hoje e estudantes e trabalhadores/as em educação vêm travando as principais lutas no período mais recente, com greves unificadas – como foi o caso nas universidades paulistas neste ano – manifestações públicas, bloqueios de ruas e ocupações de escolas por todo o país.
Este processo é candente em outras nações, sobretudo na América Latina, onde o sucateamento é mais intenso, e países como México, Chile e Argentina, só para citar alguns exemplos, vêm travando lutas importantes.
Com a intensificação da crise internacional, cada vez mais é exigida a transferência do fundo público para a iniciativa privada, a fim de garantir as taxas de lucro do empresariado, assim como “segurança” para investimentos. Com o discurso da necessidade de “equilibrar as contas” e cortar gastos tidos como excessivos, a educação é sempre um dos setores sociais mais afetados, com cortes orçamentários, desvinculação de receitas, privatização e, como não poderia deixar de ser, a consequente precarização das condições de ensino-aprendizagem, pesquisa e extensão, das condições de trabalho, desvalorização profissional e sucateamento das instituições de ensino.
Os Institutos Federais estão imersos neste contexto e na greve de 2015 o movimento fez a denúncia e buscou colocar em evidência para a sociedade os efeitos que os cortes que estavam em curso acarretariam para qualidade da educação em toda a rede. Desde aquele momento, toda a comunidade acadêmica amargava a falta de insumos para as aulas práticas e de materiais de consumo, suspensão das saídas de campo, cortes nos serviços terceirizados, etc.
De lá pra cá, novos cortes foram anunciados e colocados em prática, inclusive no PNAES (Programa Nacional de Assistência Estudantil), o que acarretou a redução dos valores de bolsas e suspensão de novos benefícios para os/as estudantes em vulnerabilidade social dos institutos. A lista de ataques à educação é infinita e a mais nova investida do governo Temer é a contrarreforma do ensino médio, que exclui parte considerável da classe trabalhadora da possibilidade de estudar e elevar sua escolaridade, que sedimenta o caráter instrutivo e tecnicista da educação, tornando optativas as disciplinas de Sociologia, Filosofia, Educação Física e Artes, entre outros.
Os/as estudantes têm tido um importante protagonismo no processo de lutas mais recente e inclusive têm apontado as formas de como estas devem ser conduzidas em momentos de aprofundamento dos ataques, de ofensiva ideológica e de intensificação da exploração e subtração de direitos! Já são mais de 500 escolas ocupadas em todo o país, contra a reforma do ensino médio e a PEC 241!
Todo apoio às ocupações de escolas!
Todo apoio às ocupações nos Institutos Federais!
Fora com a Reforma!
Vencer Temer nas lutas! Greve Geral para barrar os ataques!
Em defesa da educação pública, gratuita e laica, que atenda às necessidades humanas!