A última assembleia geral do Sinasefe, realizada na segunda, dia 13/02, aprovou a construção, no âmbito do IFSC, da Greve Geral das Mulheres no próximo dia 8 de março. Um comitê de mobilização foi criado e agora o sindicato busca articular as servidoras em todos os câmpus, visando à elaboração de um calendário de atividades em cada local. Os contatos iniciais devem ser feitos com os (as) representantes de base da Seção.
As sindicalizadas que tiverem interesse em participar desse movimento podem procurar também a professora Elenira Vilela, do câmpus São José, através do e-mail elenira.vilela@ifsc.edu.br A proximidade do feriadão de carnaval vai exigir agilidade na discussão e organização desse dia, por isso é importante que as sindicalizadas do IFSC procurem o quanto antes os (as) representantes do Sinasefe nos câmpus, a fim de discutir com eles (as) formas de mobilização das mulheres em seus respectivos locais de trabalho.
Em Florianópolis, um Fórum formado por mais de 40 entidades dos movimentos sindical, estudantil, popular e de luta pelos direitos da mulheres vem se reunindo desde o final de janeiro para organizar o dia 8 de Março em Santa Catarina. A previsão é que uma grande assembleia seja realizada na capital durante todo o dia. Os detalhes serão divulgados em breve. A próxima reunião do Fórum será no dia 21/02.
A programação no Brasil segue o chamado coletivo feito por organizações, coletivos e ativistas independentes do mundo todo, com o objetivo de realizar uma paralisação internacional das mulheres no dia 8, que vem sendo chamada na internet de “Parada 8M”. O texto da chamada resume a situação vivida hoje pelas mulheres em todos os países: “Estamos ameaçadas em nosso direitos, com corte de gastos públicos na saúde, moradia, educação, assistência social. Estamos ameaçadas a não conseguir aposentadoria, enquanto empresas seguem tendo isenção ou perdão de suas dívidas com a previdência social. Estamos sofrendo agressões, violência machista e policial, repressão política. Somos vitimas do racismo. Mulheres negras que sofrem diariamente com a violência racista que violenta nossos corpos e extermina a vida dos nossos filhos e filhas. Os estupros crescem e o ódio a nós mulheres cresce a cada dia, patrocinado por muitos meios, repercutindo no aumento dos feminicídios. Estamos ameaçadas de ser presas quando precisamos abortar, e corremos risco de vida quando vamos parir. E você, vai ficar aí parada? Vamos parar e somar na luta! Fique ligada que a mobilização tá crescendo. Vamos nessa?”.