Em sua última assembleia, realizada no dia 13/02, os servidores do IFSC aprovaram, por unanimidade, o apoio financeiro e político à greve dos trabalhadores do município de Florianópolis, iniciada no dia 17 de janeiro. A categoria, formada por auxiliares de sala, professores, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, assistentes sociais, servidores administrativos, dentre outros, luta pela revogação dos projetos de lei do Executivo aprovados a toque de caixa pela Câmara de Vereadores no início desse ano, em pleno recesso parlamentar, especialmente o que suspende a aplicação do Plano de Carreira, Cargos e Salários do funcionalismo.
O Plano foi negociado com a Prefeitura e aprovado pela Câmara na gestão passada, com os votos favoráveis de muitos parlamentares que hoje, contraditoriamente, votaram pela revogação desse direito conquistado após mais de 30 anos de luta. Importante salientar que o PCCS teve apenas uma de suas quatro parcelas aplicadas, o que equivale a dizer que a maioria dos servidores, especialmente da educação e da saúde, sequer chegaram a ter acesso às promoções e incorporações previstas no projeto anterior.
A Procuradoria do Município, a mando do Prefeito Gean Loureiro, chegou a pedir a elevação do valor da multa contra o sindicato, a prisão dos seus dirigentes e a intervenção no Sintrasem. A peça judicial é digna dos mais obscuros tempos da ditadura militar no Brasil.
Os servidores de Florianópolis, no entanto, não se intimidaram e fortaleceram ainda mais a greve. Ontem (16/02), durante ato e passeata realizados na capital, eles receberam o apoio de diversas entidades sindicais e de movimentos sociais do estado, entre eles a Seção Sindical IFSC do Sinasefe. A luta continua, com nova assembleia na segunda-feira, dia 20.