Com a presença de mais de 250 servidores, a última assembleia geral da Seção, realizada na tarde do dia 21/8, no hall do Câmpus Continente, em Florianópolis, decidiu não autorizar a participação do Sindicato na Comissão proposta pela Reitora para definir quais setores vão poder ou não flexibilizar a jornada de trabalho dos técnicos administrativos do IFSC. O entendimento da assembleia, a maior já realizada desde o início do processo de mobilização, é que as condições e os termos impostos pela gestão do Instituto inviabilizam o debate democrático e a construção de uma resposta conjunta às recomendações da CGU.
Após a decisão, os servidores aprovaram ainda a manutenção do indicativo de greve para o dia 6 de setembro, com nova assembleia no dia 3. Até lá, a comissão de mobilização deve intensificar o trabalho de visita aos Câmpus, reforçar as conversas com os gestores, aprimorar a comunicação com a base e com a comunidade escolar, especialmente os estudantes, e buscar o apoio de sindicatos e centrais sindicais às lutas da categoria. A assembleia teve ainda informes da paralisação do dia 21 nos Câmpus e a manifestação de apoio dos estudantes à flexibilização da jornada.
No ponto sobre informes gerais, o membro da CSP Conlutas, Marcos Dorval Schmitz, falou rapidamente da visita que a Central Sindical e Popular fez a Roraima, em junho, para acompanhar de perto a crise dos refugiados da Venezuela. Ele pediu apoio e solidariedade ao povo venezuelano e destacou a necessidade de repúdio a toda forma de violência contra os imigrantes. O representante da CSP Conlutas no Consup do IFSC, Marival Coan, também usou o espaço para explicar os fatos ocorridos na reunião do Conselho do último dia 20/8, que tinha na pauta, ente outros pontos, a discussão sobre o PAD contra uma dirigente sindical do Sinasefe.
Reunião com a gestão
No dia 21/8, pela manhã, as representações do Sindicato e da CIS se reuniram com a gestão do IFSC para informar as deliberações da assembleia do dia 14/8, pedir a revogação do Memorando 12 e a suspensão do processo de revisão da flexibilização. Depois de mais de duas horas de debates, os servidores reafirmaram mais uma vez a sua disposição de participar da comissão proposta pela Reitora, desde que o trabalho conjunto tivesse como objetivo central a manutenção da Resolução 02/2014. A gestão do IFSC, no entanto, em nenhum momento aceitou negociar os temos e as condições impostas para o trabalho da comissão, dizendo várias vezes que ela serviria para definir quais setores poderiam ou não flexibilizar a jornada.
Sem acordo, os servidores pediram então para participar, pelo menos como ouvintes, da reunião da gestão com a CGU, marcada para as 10h do dia seguinte. A Reitora, porém, disse que só autorizaria a participação se o Sindicato e a CIS aceitassem entrar para a comissão nos termos por ela propostos. “Não participa da comissão, também não participa da reunião”, afirmou Maria Clara.
Vigília junto à CGU
Por deliberação de assembleia, os servidores decidiram então fazer nova vigília na Reitoria no dia 22/8 para tentar acompanhar a reunião da gestão do IFSC com a CGU. Os representantes da Controladoria disseram que não haveria problemas, mas a Reitora respondeu que essa era uma decisão da gestão e que ela não iria permitir a entrada de mais ninguém.
Sem desistir da luta, os trabalhadores então redigiram e entregaram, ao final da reunião, um documento diretamente aos representantes da CGU, pedindo a possibilidade de diálogo com o órgão de controle. Eles não só admitiram essa possibilidade, como ainda disseram que na maioria das Instituições a Controladoria não costuma conversar apenas com a gestão, mas também com seus órgãos máximos.
Diante desse quadro, o Sindicato orienta agora a intensificação da mobilização nos Câmpus e reforça a importância de uma grande participação de servidores na próxima assembleia geral.
(Assessoria de Comunicação do SINASEFE Seção Sindical IFSC)