Ao longo da semana que passou, a Seção IFSC foi signatária de dois importantes documentos, que alertam o governo para a necessidade da manutenção da política de distanciamento social como única forma eficaz de combater a propagação do coronavírus em Santa Catarina.
A primeira carta, em repúdio ao recuo do governador, é assinada por diversos sindicatos e movimentos sociais e populares do estado. Nela, as entidades repudiam veementemente o plano de retomada da economia apresentado em 26 de março e exigem que o governo continue com as medidas de isolamento social. “Não compactuamos com o discurso meramente econômico da crise em detrimento da vida dos catarinenses”, afirma o documento. A representação dos trabalhadores reivindica que “que o governo pense em medidas que protejam a saúde das pessoas, fortaleçam o SUS e que garantam que os catarinenses tenham o mínimo de renda para a sua subsistência”.
A segunda carta, elaborada pelo Coletivo Consciência SC e endereçada ao governador, Carlos Moisés, e a todos os secretários de Estado e prefeitos de Santa Catarina, questiona a qual custo se dará a retomada das atividades “não essenciais” em nossa região? O documento reafirma também que “neste momento, ainda não há convívio seguro para a suspensão do isolamento social que, como já dito, é considerado uma das medidas mais eficazes (se não a principal) no combate à disseminação do novo vírus”. A carta é assinada por mais de 160 entidades representativas de diversos segmentos sociais no estado.
(Assessoria de Comunicação do SINASEFE Seção Sindical IFSC)