Em mais uma assembleia remota, realizada na noite da última quarta (19/5), os servidores do IFSC voltaram a reafirmar a decisão aprovada no dia 25 de fevereiro e na 163ª Plena do Sinasefe de não retornar às atividades presenciais sem que toda a comunidade escolar (técnicos, professores, estudantes e terceirizados) esteja vacinada. A assembleia contou com a participação de representantes do Grêmio Estudantil Livramento e da Fenet, entidades estudantis que também estão lutando pela vida e contra o retorno das aulas presenciais no momento mais grave da pandemia no Brasil.
A greve por tempo indeterminado deve entrar na pauta de discussão do sindicato caso o Instituto continue insistindo no retorno ao trabalho presencial sem vacinas, mesmo seguindo o protocolo de fases aprovado no Consup. Uma nota mais completa será publicada em breve, explicando em detalhes a posição da Seção Sindical.
Além do retorno presencial, os servidores discutiram também a portaria 983 e o teletrabalho, dois temas que vêm sendo encaminhados pelo IFSC de forma burocrática, por meio de consultas virtuais, sem aprofundamento e o necessário debate com a categoria. Segundo relatos na assembleia, esse método de encaminhar tudo por meio de consultas e formulários se tornou um traço característico da gestão interventora no Instituto.
Especificamente em relação à Portaria 983 e suas implicações dentro do IFSC, a Seção vai formar um GT (Grupo de Trabalho) aberto à participação dos sindicalizados, com o objetivo de estudar o assunto e elaborar um documento a ser entregue a todos os membros do Consup. Se você quiser contribuir com esse debate, basta enviar um e-mail para secretaria@sinasefe-sc.org.br contendo nome completo, câmpus onde está lotado atualmente, um número de telefone (whatsapp) para contato e informar que se dispõe a compor o GT da Portaria 983. A Seção enviará depois uma mensagem para marcar a primeira reunião do Grupo.
Outro assunto que preocupa os servidores é o encaminhamento do Teletrabalho dentro do IFSC. CIS e CPPD estão discutindo o tema e logo a DGP vai encaminhar consulta aos Câmpus. A previsão é que até final de junho a questão seja submetida ao Colegiado de Desenvolvimento de Pessoas, antes de ser levada ao Codir e ao Consup. Os relatos iniciais indicam que a implantação atropelada do Teletrabalho pode resultar em aumento da precarização da atividade, tanto de técnicos como de docentes, com impactos diretos na carga horária e na estrutura de trabalho. Para dar encaminhamento a essa demanda urgente, o sindicato também vai formar um GT aberto, com o objetivo de aprofundar o assunto e elaborar um documento a ser divulgado posteriormente a toda a categoria. Se você quiser contribuir nessa questão, envie um e-mail para secretaria@sinasefe-sc.org.br contendo nome completo, câmpus onde está lotado atualmente, um número de telefone (whatsapp) para contato e informe que deseja compor o GT Teletrabalho. A Seção enviará depois uma mensagem para marcar a primeira reunião do Grupo.
Nos últimos pontos da assembleia, foram dados informes sobre a agenda de luta que vem sendo organizada pelas centrais sindicais, cujas pautas são o auxílio de R$ 600 até o fim da pandemia, medidas contra a fome e vacinas para todos. Dentro desse calendário, no dia 29/5, serão realizados atos em todo o país pelo Fora Bolsonaro, que deverão contar com a participação do Sinasefe e de suas Seções Sindicais. A assembleia elegeu também o sindicalizado Odemir Vieira como delegado de base na 167ª Plena do Sinasefe, que acontece neste dia 22/5, ainda de forma remota. O delegado de diretoria será o Coordenador da Seção, Felipe Acácio Jacques.
(Assessoria de Comunicação do SINASEFE Seção Sindical IFSC)