O Dia Nacional de Paralisação das/os Servidoras/es Públicos Federais (SPFs), realizado ontem (28/4) em todo o país, mobilizou diversas categorias, não apenas em Brasília, mas também nos estados.
Em luta pela abertura de negociações com o governo federal e por recomposição salarial de 19,99%, referente à inflação acumulada nos últimos três anos, a categoria uniu forças em atos e mobilizações de rua e paralisou suas atividades em diversos órgãos, incluindo os segmentos que já estão em greve por tempo indeterminado.
Em Brasília, o ato aconteceu na Esplanada dos Ministérios, como parte da Jornada Nacional de Lutas, iniciada na última segunda-feira, dia 25/4. Durante a semana, representantes de diversas entidades, organizadas em torno do Fonasefe, realizaram vigília em frente ao Ministério da Economia para pressionar pela abertura de negociações. E também se reuniram com a Minoria da Câmara dos Deputados para debater ações unificadas com os parlamentares. Na quarta (27/4), o ato foi em frente ao Supremo Tribunal Federal, para exigir respeito à democracia e ampliar o alcance da Campanha Salarial dos SPFs. No dia 28/4, as servidoras e servidores também distribuíram panfletos na Rodoviária do Plano Piloto, um dos pontos de maior concentração de pessoas em Brasília.
Aqui em Santa Catarina, o ato foi centralizado em frente à Catedral Metropolitana, no centro de Florianópolis. Apesar dos fortes ventos e da chuva, representantes de diversas categorias comparecerem à manifestação, para levar às ruas os principais pontos da Campanha e denunciar o completo descaso do governo federal, que desde a entrega da pauta de reivindicações, em janeiro deste ano, continua sem receber as a entidades para uma mesa de negociações, preferindo lançar balões de ensaio na mídia sobre supostos reajustes, cujos índices sequer repõem a inflação de 2022.
No IFSC, servidoras e servidores de vários Câmpus também participaram do Dia Nacional de Luta dos SPFs, com reuniões, mobilizações, panfletagens, lanche coletivo e exposição de cartazes denunciando os mais de sete anos de congelamento salarial dos TAEs. Os atos foram um esquenta e uma preparação para a greve por tempo indeterminado, marcada para iniciar no próximo dia 16 de maio, conforme deliberação da 173ª Plenária Nacional do Sinasefe.
(Assessoria de Comunicação do SINASEFE Seção Sindical IFSC)