Como parte das deliberações aprovadas na última assembleia geral da categoria, realizada no dia 6 de junho, a Seção Sindical IFSC do Sinasefe aprovou o apoio da entidade à luta contra a violência e a perseguição a educadores em Santa Catarina, uma campanha integrada às ações do Sinte/SC que vem sendo liderada pelo Comitê em Defesa da Escola Básica do Muquém, localizada no bairro Rio Vermelho, em Florianópolis.
Desde os primeiros meses do ano, educadores desta unidade de ensino têm sido atacados, ameaçados e perseguidos por conta do seu trabalho, desenvolvendo o debate de temas como o combate à violência e o respeito à diversidade. É o caso, por exemplo, da Orientadora Educacional Juliana Andozio, que vem respondendo a um processo administrativo (PAD) por conta de denúncias infundadas feitas por pais de alunos. Juliana é defensora dos direitos humanos, especialista em gênero e diversidade, integra o Núcleo de Educação e Prevenção às Violências (Nepre) e luta pela acessibilidade e contra todo tipo de violência dentro do ambiente escolar.
A situação e o clima de ódio na Escola do Muquém são tão graves que no início de maio carros de servidores chegaram a ser atacados com ovos e outros objetos, e professores foram perseguidos aos gritos e palavrões, proferidos por adultos e até mesmo crianças.
O Sinasefe defende o Ensino Público, Gratuito e de Qualidade e uma Escola Livre, onde o respeito às diferenças e a defesa da igualdade de acesso ao conhecimento científico sejam uma busca permanente, e onde nenhuma pessoa seja discriminada por sua orientação política, religiosa e/ou de gênero.
Importante também destacar a especificação do cargo de especialista em assuntos educacionais descrita na Lei Complementar do Estado de Santa Catarina nº 668, de 28 de dezembro de 2015, que diz que a função de orientadora educacional é de “estimular e promover iniciativas de participação e democratização das relações na escola, com base na reflexão coletiva de valores (liberdade, justiça, honestidade, respeito, solidariedade, fraternidade, comprometimento social), como também promover a reflexão sobre as consequências sociais do processo de rotulação, discriminação e exclusão das classes trabalhadoras e garantir que a escola cumpra sua função social de socialização e construção do conhecimento”.
A Seção IFSC, amparada por decisão de assembleia, faz essa denúncia e apoia o movimento em defesa da Escola Básica do Muquém, para que o poder público, por meio dos seus órgãos competentes, garanta a imediata segurança de alunos e funcionários e que seja vigilante na defesa da democracia nos espaços educacionais, públicos e privados.
(Assessoria de Comunicação do SINASEFE Seção Sindical IFSC)