O dia 03 de fevereiro de 2025 foi um marco negativo na história do IFSC. Em uma sessão do CONSUP, foi tentada a retirada de pauta de um ponto já regulamentado pelo Decreto 11.443/2023, que estabelece a reserva de 30% das vagas nos cargos de gestão para pessoas negras. Este é um direito consolidado e não deveria estar sendo questionado, mas o que vimos foi uma tentativa clara de retroceder em uma conquista histórica, em um ambiente majoritariamente composto por brancos e privilegiados, que desconsideram a urgência e a importância dessa medida.
O SINASEFE repudia veementemente essa manobra e alerta para o perigo de relativização dos direitos da população negra no serviço público. Ao fazer isso, o CONSUP não apenas ignora a legislação, mas também enfraquece a luta por equidade e justiça. Não há espaço para discussões sobre algo que já foi decidido e regulamentado. Essa tentativa de desconstrução dos direitos de pessoas negras reflete um racismo velado que não pode ser tolerado.
A solidariedade do sindicato vai para as companheiras Silvia e Lara, que são líderes incansáveis na luta pela institucionalização desse decreto. Elas têm enfrentado resistência e ataques, mas seguem firmes, e é nossa obrigação apoiar essa luta. Não podemos permitir que os avanços conquistados sejam desfeitos. Também não poderíamos deixar de ressaltar e agradecer os conselheiros que se posicionaram de maneira veemente, inclusive se retirando da reunião, impedindo assim a consumação da arbitrariedade e da injustiça no último espaço em que poderia acontecer: o espaço democrático e deliberativo de uma instituição de ensino. São estas as atitudes de verdadeiros aliados da luta antirracista, para além de discursos vazios.
A luta por um IFSC mais justo e inclusivo é de todos, e devemos garantir que as conquistas, uma vez legalmente estabelecidas, sejam cumpridas sem qualquer retrocesso.
(SINASEFE – Seção IFSC)