Nós, do SINASEFE Seção Sindical IFSC, manifestamos nosso mais veemente repúdio às recentes declarações caluniosas e injuriosas desferidas por representantes de setores atrasados do empresariado catarinense contra as instituições federais de ensino aqui no estado.
Enquanto sindicato, representamos as trabalhadoras e os trabalhadores do Instituto Federal de Santa Catarina que, diuturnamente, se empenham em propiciar ao estudante catarinense o que é reconhecidamente o melhor modelo de ensino de caráter público, gratuito e de qualidade, indissociado do ensino técnico e profissionalizante, no qual também temos destaque nos âmbitos da pesquisa e da extensão.
Também somos a instituição pública com o maior percurso formativo e, hoje, ofertamos vagas para estudantes desde o nível fundamental até a pós-graduação, em nível superior, passando pelo ensino médio e pelo pós-técnico. Em poucas décadas, expandimos nossa rede por todo o território catarinense e contamos hoje com 23 câmpus em pleno funcionamento, que contam com a mesma estrutura. Temos o orgulho de ter feito a diferença na vida de milhares de estudantes que, muitas vezes, nos relatam ter suas vidas transformadas pela vivência escolar que conseguimos propiciar. Inclusive, muitos dos profissionais que hoje atuam em nossa instituição são também estudantes egressos.
No centro da produção de conhecimento, do ensino, da pesquisa e da extensão estão os profissionais da educação, professores e técnicos, com os quais nos solidarizamos por terem sofrido esse ataque abusivo e desarrazoado, provavelmente motivado por questões eleitoreiras e econômicas que pouco se relacionam com nossa vivência laboral e acadêmica. Acreditamos nisso porque essas falas não vêm fora de contexto; pelo contrário, há anos conseguimos perceber que tais discursos fazem parte de uma crescente onda de ataques às instituições públicas de ensino, quase na mesma medida em que o reconhecimento acadêmico nacional e internacional também se destaca.
E pior! A crescente onda de tais discursos vem motivando ações violentas e animosidade social contra as instituições públicas de ensino e de difusão do conhecimento como um todo, embora o conjunto da sociedade perceba que se trata apenas de discursos eleitoreiros.
Enquanto entidade de classe, podemos garantir: quando fazemos greve, lutamos não apenas por melhores salários, mas justamente para preservar nossos resultados e também por melhores condições de ensino e políticas de assistência estudantil, contra cortes orçamentários que sucateiam nossa estrutura e pela valorização de nossa categoria.
Insistimos que um país que deseja o desenvolvimento científico e tecnológico, o pleno emprego e a prosperidade deve valorizar suas instituições de ensino e, sobretudo, quem as realiza: seus profissionais e estudantes. Acreditamos nos princípios democráticos, na liberdade de expressão e na pluralidade de ideias, que devem, inclusive, perpassar a vivência acadêmica, no sentido de fortalecer a consciência cidadã que todos almejamos. No entanto, tais declarações não condizem com os valores éticos e morais sobre os quais devem se fundamentar esses debates.
Por esses motivos, não aceitamos os ataques às instituições públicas de ensino e reafirmamos nosso compromisso com o Estado Democrático de Direito e com uma educação pública, gratuita, inclusiva, laica, socialmente referenciada e de qualidade. Reafirmamos também nossa luta pela valorização dos trabalhadores da educação e pelo fortalecimento das instituições públicas de ensino, essenciais à produção do conhecimento, à ciência, à democracia e à construção de um país mais justo, soberano e igualitário.
(Diretoria do SINASEFE Seção Sindical IFSC)